Depois de ser discutido por quase 10 sessões, aprovado com emendas e 5% de suplementação, o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães encaminhou para a Câmara na tarde de hoje, o veto a peça orçamentária de 2019.

Vereadores aguardavam a presença do prefeito.

O prefeito não concordou com as modificações feitas e disse que com 5% de suplementação não seria possível trabalhar. Em entrevista, Magalhães disse que “Não somos contra vereadores, muito pelo contrário, nós queremos trabalhar afinados com os vereadores pela cidade” afirma.

Foi a partir deste anúncio, que o presidente da Câmara, Enis Gordin (PRB), o convidou através de um vídeo, para uma reunião para discutir o orçamento. A reunião aconteceu na tarde de hoje, às 15h. O prefeito não compareceu e não enviou representante. 

O Portal 27 questionou a prefeitura sobre a ausência do prefeito, e foi informado que a Gestão Municipal não foi comunicada oficialmente. “Quando convido alguém para ir à minha casa, não preciso enviar convite escrito. Quando ele disse que queria diálogo, e que os poderes são independentes, mas harmônicos, eu me senti o cara mais feliz naquela noite e fiz um vídeo o convidado para vir até a Casa de Leis”, frisa o presidente. 

Vereador Grijó fez uma explanação sobre o orçamento.

Gaiola. Para Enis, o prefeito pode trabalhar com o valor aprovado. “Nós vamos mostrar para ele que pode administrar dessa forma. Ele não vai gastar o dinheiro à toa. Eu nunca votei 30% para o prefeito. Temos três sedes da prefeitura no município, temos banheiro com ar condicionado comprado, gaiola em praça. Ele precisa usar o dinheiro público como se fosse o dinheiro do bolso dele”, explica o presidente.

O vereador Marcos Grijó esclareceu que os 5% de suplementação dada ao prefeito, significa quase 18 milhões de reais. “Como o orçamento foi preparado por sete meses, acredita-se que nem precisa de suplementação. A suplementação é uma ferramenta que um gestor tem para alternativa dentro de um orçamento mal feito. Afinal, a suplementação é um valor que o prefeito pode gastar sem pedir autorização à Câmara”, completou Grijó.

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