Após a Defesa Civil Municipal interditar o final da orla da Praia do Riacho, na manhã desta terça-feira (06), a prefeitura de Guarapari anunciou que vai realizar uma obra para recuperação da orla.

Segundo o secretário de obras, Emanuel Vieira, no local será construído um muro de contenção como o que foi feito em Meaípe e em breve o processo licitatório para a contratação da empresa que fará a obra será aberto. “O projeto já foi desenvolvido. Isso aqui já era algo que estava planejado para o município fazer e já está em tramite para contratação”, disse Emanuel.
O secretário afirmou que o resultado da licitação saí em 60 dias e obra deve durar cerca de quatro meses. Ele explicou que a erosão já vinha acontecendo e que por isso, o município desenvolveu o projeto antes mesmo do agravamento que causou a interdição da rua. Apesar disso, o secretário disse que até que a obra seja iniciada o local vai receber apenas medidas paliativas. “Aqui existe uma condição insegura e foi interditada a via. Se for necessário, a gente faz alguma ação paliativa até que as obras se iniciem”.
O síndico do edifício Sea Porte, localizado na região, James Graupner, afirmou que o problema existe há três anos quando a erosão derrubou oito castanheiras que haviam na orla e segundo ele, desde então vem buscando ajuda. A notícia de que apenas medidas paliativas serão tomadas até o início das obras não o agradou. “O que me deixou perplexo foi que o secretário falou que isso aqui não é imediatista. O que seria imediatista então? Ele falou que está em estado de licitação. Ouço isso há 16 anos, que é o tempo que moro aqui. Duvido muito que vão resolver isso agora. Só vão resolver quando o prédio estiver no chão”, disse James.

O coordenador da Defesa Civil, Romildo Scalzer, explicou que a interdição foi necessária as condições da via colocavam em risco os veículos que transitam no local. “A pista está afetada e bem oca por baixo. Caso um veículo venha passar ali, pode acontecer um acidente. Por isso, nós interditamos em um raio de cem metros”.
Ainda de acordo com Romildo, até o momento o edifício não corre risco de desabamento. “O prédio não possui nenhum tipo de fissura ou rachadura causado pela erosão. Ela é de cunho preventivo, ou seja, se não for feito nenhum tipo de prevenção, ela pode afetar o edifício e os lotes vizinhos”, disse o coordenador da Defesa Civil.
Mas, o síndico afirmou que o prédio está sendo afetado. “A garagem está quebrada e sete vagas estão interditadas. O prédio e os moradores sofrem. Moravam 12 pessoas aqui e hoje só moram seis. A situação vai piorar porquê o mês de março é o pico do avanço do mar e a gente teme por alguma coisa, daqui a pouco vai todo mundo embora do prédio”, desabafou James .

Segundo a Defesa Civil, a região vai continuar sendo monitorada e a via só será liberada após a realização da obra pelo município.











