A primavera é uma estação que oferece condições favoráveis para intensificar as ações de controle do Aedes aegypti, uma vez que é período de baixa infestação do mosquito e com menor número denotificações das doenças transmitidas por ele. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca a importância de reforçar o combate ao vetor nesta época para reduzir a quantidade de mosquitos e casos no verão.

A gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, explica que o verão é o período de maior proliferação do mosquito devido a combinação da alta temperatura e chuvas, que facilitam a reprodução do Aedes aegypti nos locais de água parada. Segundo a gerente, na primavera, exatamente o período que antecede o verão, é preciso eliminar todas as possibilidades de proliferação do mosquito.

dengue-credito-arquivo-secom
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca a importância de reforçar o combate ao vetor nesta época para reduzir a quantidade de mosquitos e casos no verão.

 “Se agora intensificarmos a busca dos criadouros e eliminá-los, lavando as bordas de vasilha de animais, cobrindo bem a caixa d’água, não deixando expostos recipientes que possam acumular água, entre outras medidas, vamos entrar no verão com uma quantidade menor de mosquito e, consequentemente, um número menor de pessoas picadas e infectadas”, destaca Gilsa Rodrigues.

Dengue_Quintal_270515
O verão é o período de maior proliferação do mosquito devido a combinação da alta temperatura e chuvas,

Além de reservar um dia da semana para conferir os locais propícios para reprodução do mosquito dentro de casa, e muitas vezes menos óbvios, como a bandeja que fica atrás da geladeira, a gerente chama atenção para os quintais, pois podem esconder focos do mosquito.

“No quintal, a chuva enche os depósitos que estão ao ar livre. Por isso, temos que eliminar tudo que acumule água, como sacola de plástico, garrafas pet, entre outros recipientes. Às vezes, a forma de se empilhar materiais de construção pode formar focos do mosquito. Mas é importante manter o quintal livre de lixo e entulhos”, reforça a gerente de Vigilância em Saúde.

De acordo com Gilsa, os ralos também precisam ser cobertos e os vasos sanitários devem ser mantidos com a tampa fechada, quando pouco usados. Outra dica é tentar evitar o uso de pratos de planta ou optar por aquelas que exijam menos água, se no caso estiverem localizadas em locais de pouca visualização. A caixa d’água também é outro reservatório que necessita de cuidados para que não seja criadouro do Aedes aegypti.

“A caixa d’água por ser um recipiente fixo, que dificilmente precisará ser descartado ou deslocado, precisa ganhar um trabalho também definitivo, como uma tampa que encaixe perfeitamente, e se possível uma tela antes da tampa. Por isso, vale destacar que a medida principal para enfrentarmos o mosquito é a mudança de hábitos e a adoção de soluções definitivas. Pois, com essas mudanças a população consegue colaborar com a sua própria saúde e com a dos meus vizinhos”, pontua a gerente de Vigilância em Saúde, Gilsa Rodrigues.