O professor Leandro Pissaia Moreira, de apenas 31 anos, faleceu ontem vítima de complicações causadas pela covid-19. O docente, que dava aulas de educação física, ficou internado 15 dias no Hospital Estadual Jayme Santos Neves, ele deixou a esposa e a filha, que irá completar um ano de idade daqui 2 meses.
A morte foi confirmada na noite desta última quarta-feira e abalou os amigos e parentes próximos de Leandro. Ele iria completar 2 anos de casado no final deste mês de julho. O professor, além das aulas de educação física, também ensinava natação para crianças e atuava como personal.

Sendo um grande fã de futebol, Leandro participava de jogos com os amigos e era considerado por eles o grande artilheiro de Guarapari. Um dos amigos do professor, o técnico de instrumentação Rudson Ribeiro, jogou com ele por 13 anos no time Manguezal Futebol Clube e comentou o quão difícil é acreditar na notícia.
“Está difícil de acreditar. Acompanhamos essas duas últimas semanas dele no hospital, e uma pessoa tão saudável, ativa, um atleta, nos deixou. Leandro era nosso grande artilheiro. Nosso time era de futebol de campo, mas ele era muito disputado por times de Fut 7 da cidade. A neném dele já nos acompanhava nos jogos e tinha até uniforme do time. Temos um vídeo que ele faz um gol e vai correndo ao encontro da filha para comemorar”, disse Rudson.
Outro amigo de Leandro, o também professor Jorge Vinicíus, comentou sobre a situação e como foi algo trágico, eles se conheciam desde a faculdade de educação física. “Ele era uma pessoa tão para cima, tão amigo, que está difícil de acreditar. Ele não tinha nenhuma doença, nenhuma comorbidade, e era tão novo”, contou Jorge.
Entenda a situação
O professor Leandro começou a se sentir mal no começo do mês de junho, quando testou positivo para a covid-19 e estava de repouso em casa, se recuperando. No entanto, quando foi novamente ao hospital, devido à uma baixa saturação, o docente precisou ser internado. Inicialmente ele ficou na UPA de Guarapari, mas logo foi transferido para o Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Enquanto internado, os médicos descobriram que havia um coágulo no pulmão de Leandro, o que estava dificultando a respiração sem o uso de aparelhos. Devido à situação, o professor foi entubado e começou a usar o respirador.
Agora, a família está planejando uma carreata fúnebre para homenagear Leandro. A saída será hoje, às 16 horas, em frente à Funerária Guarapari e seguindo até o Cemitério Parque Paraíso, onde ele será enterrado.











