Depois da polêmica que foi veiculada nas redes sociais  e na mídia sobre o estrangulamento de gatinhos em Piúma (Reveja aqui) ,  a professora do Sônia Rodrigues usou as redes sociais para desabafar e dar as suas explicações. Abaixo você confere o texto dela na integra.

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“A motivação do meu ato foi essencialmente o sofrimento experimentado pelos gatinhos recém-nascidos” diz professora. Foto ilustrativa.

Piúma, 10 de abril de 2014.

Declaração Pública

As calúnias publicadas contra mim demonstram total desconhecimento acerca de minha trajetória na defesa dos animais. Eu vivenciei, ao longo da minha formação acadêmica e carreira docente, grande inquietude acerca do tratamento que a sociedade proporciona aos animais. De modo que essa questão esteve presente no horizonte de minhas preocupações, tendo sido, inclusive, alvo da discussão proposta por minha tese de doutoramento, na qual eu questiono o uso de animais nas atividades de ensino e pesquisa. No exercício da docência, não utilizo animais nas aulas práticas. Também defendo um discurso coerente com o respeito aos animais.

As informações publicadas sobre mim nas redes sociais, em mensagens eletrônicas e no âmbito jornalístico até o momento, não são verdadeiras. Declaro que estou profundamente triste diante da divulgação mentirosa e descontextualizada de uma situação por mim vivenciada, com muito sofrimento. Essas informações levianas causaram grande comoção da comunidade escolar e extraescolar justamente por virem acompanhadas de interpretações profundamente errôneas das minhas atitudes.

A motivação do meu ato foi essencialmente o sofrimento experimentado pelos gatinhos recém-nascidos, que não tinham chances de sobrevivência frente a sua saúde debilitada, à desidratação, à fome e à carência de cuidados maternos, uma vez que estavam abandonados sem que se tivesse conhecimento da localização da mãe. Foi um ato de natureza piedosa, ainda que controverso na concepção de algumas pessoas. A multiplicidade das interpretações geradas a partir da minha atitude, conduzem-me a oferecer a todos uma reflexão:

Quantas ‘mãos invisíveis’ interagiram na produção da morte desses gatinhos recém-nascidos?

As ‘mãos’ de uma sociedade que se recusa a enfrentar as mazelas por ela produzidas?

As ‘mãos’ de um poder público que até o momento não consolida uma política em defesa dos animais?

As ‘mãos’ de tutores negligentes que não castram e que abandonam seus animais?

As ‘mãos’ de pseudointelectuais que apresentam opiniões precipitadas sobre assuntos que desconhecem?

Honestamente, tenho várias hipóteses sobre os donos das várias ‘mãos invisíveis’ que participaram desse triste evento. Mas, somente eu experimentei o profundo sofrimento causado pela necessidade imperiosa de tomar uma decisão frente a um impasse de natureza ética.

Professora Sonia W. Flores Rodrigues.

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