A rave que aconteceu neste domingo (14) no espaço da Praia Doce funcionou por meio de medida de segurança expedida pela justiça, pois a Prefeitura Municipal de Guarapari não liberou o alvará de funcionamento. Em nota à imprensa, a prefeitura chegou a lamentar que a organização não tivesse realizado os procedimentos previstos e necessários para a execução do evento.

No entanto, o organizador da rave Danilo Figueiredo, explica que o processo já estava tramitando na prefeitura há 54 dias, e na última sexta feira (12), foi entregue uma resposta negativa por parte da Secretaria de Fiscalização.

Diante da informação, Danilo entrou com um mandado de segurança na justiça. “O juiz acatou todos os documentos e entendeu que o evento possuía todas as exigências para funcionar. Uma medida de segurança nos foi dada e serviu como um instrumento de alvará. Portanto o evento funcionou legalmente”, explicou o organizador.

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Organizadores explicam que o processo já estava tramitando na prefeitura há 54 dias na prefeitura.

Segurança. Além da medida de segurança, o evento possuía Alvará do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. E de acordo com o responsável, 45 seguranças particulares e mais seis bombeiros civis foram contratados. “Nós contratamos 51 profissionais para garantir a segurança do evento. Além disso, o evento foi assegurado pela Porto Seguro, ou seja, todos os participantes possuíam seguro de vida, dano moral, dano físico e outras garantias de segurança. O gasto pelos serviços foi muito grande, mas é considerado importante”, ressaltou Danilo.

Ainda de acordo com Danilo, o local também contou com duas ambulâncias particulares e cerca de seis profissionais da área da saúde. Segundo ele, o policiamento foi solicitado oficialmente para assegurar a área externa, mas nenhuma viatura compareceu durante a festividade.

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Eduardo Simões de Almeida, 23 anos, foi baleado na barriga e nas pernas. Foto reprodução. Facebook.

Justiça. Indignado com a não liberação do alvará de funcionamento por parte da prefeitura, Danilo diz que vai entrar com uma ação, contra a Secretaria de Fiscalização, uma vez que os documentos apresentados estavam de acordo e lhes foi dado uma resposta negativa.

Tentativa de Latrocínio. Por volta das 22h, o policial Eduardo Simões de Almeida, 23, saiu do evento para ir embora, mas percebeu que havia perdido a carteira e voltou na festa para procurar.

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E quando saiu novamente do espaço, foi abordado na rodovia. “A vítima foi abordada na rodovia, por dois homens armados em uma motocicleta. Ele reagiu e foi baleado. Imediatamente os funcionários que estavam no local me ligaram e eu orientei que pedissem a paramédica contratada para prestar os primeiros socorros. Após esse primeiro momento, ele foi encaminhado para o hospital com a ambulância da festa”, explicou Danilo Figueiredo.

Deste modo, Danilo ressalta que a segurança na rodovia não é de responsabilidade da organização do evento, e que mesmo assim, preferiu fazer o atendimento imediato com os profissionais contratados para trabalhar no espaço da rave.

Grave. O policial militar continua internado e seu estado de saúde é grave.

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