Nesta segunda-feira (08) foi comemorado o Dia Nacional do Turismo, mas a rede hoteleira de Guarapari não teve muito o que celebrar. O setor está passando por uma crise e muitos hotéis da cidade estão fechando.

Há 2 anos eram 104 hotéis e pousadas cadastradas na cidade agora são apenas 82 .

O presidente da Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari (AHTG) José Renato de Andrade César, relatou que “há 2 anos eram 104 hotéis e pousadas cadastradas na cidade agora são apenas 82 e cada dia esse número reduz mais. Do ano passado para cá fecharam 8 e muitos deram baixa e estão trabalhando como anônimos”.

Para o presidente da AHTG faltam investimentos no turismo da cidade.

“A crise da segurança que o estado passou deixou a situação que já não era boa ainda mais complicada para a gente da rede hoteleira. Aliado a isso tem também a questão dos alvarás que são muito caros e muitas gente não está conseguindo pagar. Nós precisamos que a prefeitura e o Estado façam propagandas para atrair turistas porque a coisa não está bonita para nós”, desabafou o presidente da AHTG.

O proprietário de pousada e diretor da Associação Brasileira de Pequenos Hotéis Fernando Otávio Campos também reclamou da falta de investimentos no turismo. “O que motiva a crise na rede hoteleira são problemas antigos em Guarapari que como a falta de investimento no setor turístico, falta de uma agenda de turismo e a sazonalidade porque só tem fluxo de turistas aqui no verão. Muda a administração e a gente sempre tem esperança de que isso vai mudar e não acontece”.

Fernando defende a regulamentação das casas de temporada no município.

Ele também lembrou que os imóveis de temporada ainda não são regulamentados na cidade. “Não é que eles devam ser proibidos, mas devem ser regulamentados. Sites anunciam apartamentos e casa para temporada e esses imóveis não tem as mesmas obrigações dos hotéis em termos de impostos como o ISS, por exemplo. Eles não pagam e não contribuem em nada para a receita do município e para que isso seja aplicado em investimentos para a cidade crescer”.

“No réveillon chegou 400 mil pessoas em Guarapari, nós temos com o Sesc de 8 a 9 mil leitos então 390 mil pessoas ficaram em apartamentos. Essas pessoas recolheram quanto de ISS? Nada. Se essas 390 pessoas pagassem R$ 1,00 de taxa de turismo, a cidade iria arrecadar R$ 390.000,00 por dia”, disse Fernando.

O Portal 27 procurou a prefeitura para saber porque ainda não foi feita a regulamentação dos imóveis de temporada no município e o que estava sendo feito para atrair mais turistas para a cidade e foi informado que “A economia brasileira tem passado por tempos delicados, e o período de instabilidade econômica e política que se instaurou no País nos últimos anos tem trazido saldos negativos a vários ramos, como construção civil, imobiliário, automotivo. O Turismo, como qualquer outro segmento, também sentiu os efeitos nocivos dessa recessão. Até mesmo grandes metrópoles com Recife têm sofrido diretamente o impacto, com o fechamento de hotéis, restaurantes, empresas turísticas.

 Em menos de seis meses a atual gestão tem realizado investimentos para a realização de shows; festas populares, a exemplo da festa de São Pedro; projeto Esquina da Cultura; além de parcerias como Passos de Anchieta, Jogos Escolares Estaduais. No mês passado Guarapari recebeu blogueiros de turismo de outros estados do Brasil e do exterior para conhecerem praias, lagoas, cultura, gastronomia e religiosidade do nosso e outros municípios.

A Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo está avaliando a regulamentação das casas de aluguel e ônibus de turismo, observando a legislação. Entretanto, aponta que o perfil do público das casas de aluguel é distinto do perfil dos hotéis e pousadas”.

 

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