Skvortsova informou que os testes pré-clínicos duraram três anos e que a vacina já está pronta para uso, aguardando aprovação oficial do Ministério da Saúde.

Vacina russa contra o câncer registra sucesso na fase pré-clínica.

Segundo ela, o imunizante provou ser seguro mesmo com administrações repetidas e demonstrou uma eficácia notável. Os pesquisadores observaram a redução do volume de tumores e o retardamento da progressão da doença em até 80%, além de um aumento nas taxas de sobrevivência.

O foco inicial da vacina será o câncer colorretal. O país também tem outros imunizantes promissores em desenvolvimento, em fases avançadas, contra glioblastoma e tipos específicos de melanoma.

O Centro Nacional de Pesquisa Médica Radiológica (NMRRC) do Ministério da Saúde russo foi o primeiro a receber a aprovação da Agência Federal para usar o tratamento.

Segundo o site do NMRRC, a vacina é baseada em uma combinação de quatro vírus não patogênicos que destroem células malignas e ativam a imunidade do paciente.

Ensaios clínicos em andamento

Andrei Kaprin, Diretor-Geral do NMRRC, destacou a importância da aprovação do tratamento. “Este é um passo relevante para o nosso país, que permite disponibilizar os métodos terapêuticos mais modernos aos pacientes russos”, afirmou.

A primeira fase dos ensaios clínicos, que começou no final de 2024 e início de 2025, contará com a participação de 48 voluntários. De acordo com Kaprin, o custo do medicamento para o governo seria de 300 mil rublos, mas os pacientes o receberiam gratuitamente.

Kaprin explicou que o tratamento é chamado de “vacina” porque é produzido a partir de células tumorais atenuadas, de forma semelhante às vacinas preventivas.

Vacina para câncer de bexiga já está registrada

Em paralelo, a Rússia já registrou uma vacina para o câncer de bexiga, a Imuron-vac, desenvolvida pelo Centro Gamaleya. O diretor do centro, Alexander Gintsburg, confirmou à agência TASS que o medicamento é usado com sucesso na imunoterapia após cirurgias de câncer de bexiga e que já há planos para exportá-lo para países vizinhos, como a Armênia.