Após descobrir que vai ser pai de uma criança portadora da Síndrome de Down, o vendedor Danilo Rezende, de 28 anos, está ajudando a realizar uma Ação entre Amigos em prol da ONG Vitória Down. O prêmio é uma camisa original do Botafogo autografada pelo ex-jogador e também pai de uma criança com Down, Walter Motillo.

A camisa autografada foi doada para a Vitória Down pelo ex-jogador do Botafogo, Montillo. Ele também tem um filho com Síndrome de Down.

Segundo Danilo, a campanha é para arrecadar recursos para que uma fisioterapeuta, uma psicóloga, uma assistente social e uma das mães que tem filho com a Síndrome de Down da ONG viajem para Brasília para participar do Congresso Nacional de Síndrome de Down e depois trazer as informações para os pais daqui do Estado.

A Ação entre Amigos está sendo vendida por R$ 20,00 e o sorteio vai acontecer no dia 12 de agosto e pode ser acompanhado ao vivo pelo Facebook. O bilhete pode ser adquirido na sede da Vitória Down o com o Danilo. “Se a pessoa for de fora, ela pode acessar o meu Facebook, onde estou deixando a minha conta em alguns comentários e assim que a pessoa depositar o dinheiro eu tiro foto do papel e envio mostrando que escrevi o nome dela e destaquei do bloco. Aqui em Guarapari as pessoas podem me ligar no 99897-7677 que eu mesmo levo o bilhete até elas”.

Danilo é casado com Cristhiane Rezende, de 23 anos, há cinco anos. Ela está com cinco meses de gestação e  esse é o primeiro filho do casal, que vai se chamar Murilo. Ele relatou que descobriu que o bebê tem Down há apenas três semanas e conheceu a ONG nesta segunda-feira, mas percebeu logo que deveria ajudar na campanha. “Esta é uma forma de ajudar a divulgar que a Síndrome de Down não é uma doença e que nossos filhos não vão ser limitados. O desenvolvimento deles depende do esforço dos pais assim como o de qualquer pai com filho normal”.

O sorteio da Ação entre Amigos acontece no dia 12 de agosto.

Ele contou que quando sua esposa realizou o primeiro ultrassom em Guarapari descobriram que a translucência nucal estava alterada e isso mostra que a criança vai nascer com algum problema e que inicialmente ficaram em choque.  “Muitos médicos não sabem passar essa informação e acaba que foi um choque para a gente. É nosso primeiro filho e a médica só falou que era bem provável que meu filho tenha Síndrome de Down e saiu da sala”.

 Após saber que o bebê poderia ter a síndrome, eles realizaram um novo exame em Vitória, onde comprovou a possibilidade. “O médico falou a mesma coisa, que a translucência nunca estava alterada. Mas a maneira como ele falou nos tranquilizou. Ele nos informou que tem toda uma ajuda, que a criança com Síndrome de Down não é totalmente limitada como as pessoas acham”.

A confirmação de que Murilo tem Síndrome de Down saiu somente após a realização do exame cariótipo, que é um exame genético realizado em São Paulo. “O exame custa R$ 2500,00 e o SUS não faz. Depois de um mês saiu o resultado, a trissomia do cromossomo 21, que é a Síndrome de Down”.

O casal Danilo e Cristhiane Rezende é casado há cinco anos e espera o primeiro filho. Há três semanas eles descobriram que o bebê é portador da Síndrome de Down.

“Não existe pais que estejam preparados para uma notícia dessas, mesmo com três ou quatro filhos. Mas nós não sabíamos de nada porque é o nosso primeiro filho então não sabíamos nem como era um ultrassom, tudo era novo e ainda receber esse baque dessa notícia nos deixou abalados. Nenhum pai quer que o filho vem com problemas, ele quer que o filho tenha saúde”, desabafou o jovem.

Mesmo com a confirmação da síndrome, Murilo está se desenvolvendo bem. “A gente fez agora os exames morfológicos e dentro das limitações dele o bebezinho está bem. Ele cresce menos e tem a musculatura mais molinha, mas dentro das expectativas de um bebê com Síndrome de Down ele está muito bem. O que nos alegra é saber que nosso filho está muito bem independente de qualquer coisa que ele tenha”.

O futuro papai afirmou que deseja conscientizar as pessoas sobre a Síndrome de Down. “Eu queria mostrar para as pessoas que o nosso bebê não é doente. Não quero que as pessoas vejam a gente e nosso bebê como coitadinhos. A gente está divulgando porque muitas pessoas acham que é uma doença e não é. Se trata de uma síndrome, ele tem uma certa limitação. Não julgo as pessoas que não sabem disso, mas essa é uma forma de informar as pessoas para elas terem noção do que é porque eu antes do meu filho ter a Síndrome de Down não sabia disso e agora quero que as pessoas saibam também”, afirmou Danilo.