Taxista entra com ação judicial contra dois secretários de Guarapari

O taxista Paulo Silas Vidal Benevenuto, que foi acusado na CPI dos Guinchos de fazer parte de uma máfia em Guarapari, procurou a Justiça Criminal e ajuizou duas queixas crimes contra dois secretários municipais de Guarapari.

Silas disse que está sendo atacado pessoalmente pelos secretários Danilo Bastos e Otávio Postay, respectivamente de fiscalização e saúde, e que tudo que foi dito por ele na CPI foi em nome da Associação de Taxistas de Guarapari.

Silas procurou a Justiça e ajuizou duas queixas crimes contra os secretários. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Silas procurou a Justiça e ajuizou duas queixas crimes contra os secretários. Foto: João Thomazelli/Portal 27

“Mas eles estão me atacando como se eu comandasse uma máfia de taxistas que está atuando em Guarapari. Eu levei as reclamações dos taxistas para a CPI à pedido dos trabalhadores que decidiram em assembleia que o que está acontecendo no processo de licitação dos táxis em Guarapari está errado”, explicou Silas, mostrando a ata da assembleia assinada por vários motoristas.

Na ata, os taxistas fazem várias denúncias e levantam suspeitas sobre a lisura do processo licitatório. Outro ponto que Benevenuto quis esclarecer e que foi falado na CPI pelos secretários é a quantidade de veículos que ele possui na praça.

Silas disse que o Termo de Compromisso foi assinado por todos os taxistas e era sobre a uniformização da frota.
Silas disse que o Termo de Compromisso foi assinado por todos os taxistas e era sobre a uniformização da frota.

“Eles falaram que eu tenho várias placas de táxi. Isso é mentira. Falaram que o deputado Edson Magalhães me deu 14 placas em 2008 e mostraram um Termo de Compromisso que eu assinei em 2008 e que seria do recebimento das supostas placas. Isto também é mentira”, disse Silas e continuou:

“Aquele termo eu assinei junto com todos os outros taxistas e é sobre a adequação exigida pelo Ministério Público na época para que os táxis fossem padronizados. A minha placa é de 1992 e me foi passada por outro taxista que já a tinha há anos. Eu não recebi nada de Edson Magalhães e o que estão dizendo para me desacreditar é tudo mentira”, desabafou Silas.

Respostas dos secretários

Procuramos os secretários municipais de saúde e fiscalização para comentar sobre o assunto e também a prefeitura. O secretário Danilo Bastos preferiu não comentar sobre a queixa crime porque ainda não foi notificado e desconhece o teor do documento. O secretário Otávio Postay, de saúde, estava com férias programadas há mais de um mês e como viajou está semana, não pôde ser encontrado para fazer comentários. Já o município disse que “a Prefeitura informou que não vai se manifestar sobre o caso por ser uma ação pessoal do taxista com os Secretários”.

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