Técnica de enfermagem alega falta de médicos e precisa brigar por atendimento na UPA de Guarapari

Uma técnica de enfermagem de 23 anos, moradora de Guarapari, que precisou ir à UPA durante a noite da semana passada, por estar passando mal e com sintomas do coronavírus, acabou sendo mandada de volta para casa por funcionários do local. A alegação para a atitude foi a falta de médicos disponíveis durante o horário, sendo atendidos apenas os casos mais extremos e urgentes de covid-19.

O caso gerou revolta na técnica de enfermagem, pois, entendendo que todos que estão no local precisam de atendimento, não entendeu a classificação de urgência extrema. Segundo ela, quando os funcionários deram esta resposta, a moradora precisou discutir e “brigar” para ser atendida, avisando que não sairia do local enquanto um médico não realizasse a consulta.

A falta de médicos era um problema constante na UPA de Guarapari, o problema aparentemente teria sido resolvido, porém na semana passada o problema retornou.

“Eu estava passando muito mal em casa, então quando fui na UPA, na quarta-feira por volta das 20 horas, eles apenas fizeram minha ficha e contaram que eu não seria atendida, porque não existiam médicos, e só seria atendida a emergência. Eu precisei brigar no local e ameaçar não sair enquanto não tivesse a consulta, até que me atenderam, ao sair do consultório, por volta das 22h, eu vi que todos funcionários estavam sentados mexendo no celular, sem atender ninguém, alegando a mesma coisa que falaram para mim”, disse a jovem.

O que disse a Prefeitura

Diante da situação, procuramos a Prefeitura Municipal de Guarapari e questionamos qual seria o motivo para a suposta falta de médicos, visto que foi feito um processo seletivo para contratar médicos para a UPA, e posteriormente o município recebeu também médicos de um programa federal.

“A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), através da direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), informa que não procede a denúncia de falta de médico no atendimento aos pacientes. Sobre a tenda exclusiva para síndromes gripais, desde a ampliação do espaço, entre meia noite e sete da manhã só são atendidos casos emergenciais. Para essa classificação é realizada uma triagem, onde o paciente é atendido por um enfermeiro que realiza a notificação e a testagem necessária”, relatou a PMG.

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