A Associação de Proprietários de Imóveis para Aluguel em Guarapari (Apiguapa) realizou uma reunião na tarde de ontem (27), com dois secretários municipais para discutir possíveis alterações em um Projeto de Lei que prevê a regulamentação deste tipo de atividade na cidade.

Casa de Aluguel
Estiveram presentes os secretários de Desenvolvimento e Expansão Econômica, Danilo Porto e de turismo Adriani Serpa. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Além dos cerca de 50 associados, estiveram presentes os secretários de turismo, Adriani Serpa, e de Desenvolvimento e Expansão Econômica, Danilo Porto, além de alguns vereadores. A reunião começou tensa, com os associados levantando várias questões polêmicas, como por exemplo, a obrigatoriedade do proprietário do imóvel ter um CNPJ para poder alugar uma casa.

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A reunião começou tensa, com os associados levantando várias questões polêmicas.Foto: João Thomazelli/Portal 27

Os secretários explicaram que este ponto passou a ser facultativo. Chegou a ter certo tumulto entre os participantes, mas os ânimos se acalmaram e a reunião continuou.

“Muitos colocam a culpa dos problemas de Guarapari no verão em cima das casas de aluguel. Vamos supor que o número de ônibus de excursão que chegam à cidade seja de 300. Num universo de 750 mil ou te um milhão de pessoas que visitam a cidade, o número é mínimo. Daria cerca de 15 mil pessoas. Como as casas de aluguel são responsáveis pelos problemas da cidade?”, disse Raphaela Passamani, conselheira da Apiguapa.

Raphaela Passamani
“Muitos colocam a culpa dos problemas de Guarapari no verão em cima das casas de aluguel “, afirma Raphaela Passamani, da Apiguapa. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Os participantes também levantaram outras questões, como por exemplo, sobre o que a cidade oferece de infraestrutura para o turista que vem visitar a cidade. O secretário Adriani Serpa anotou os questionamentos e disse que todos os pontos levantados na reunião serão levados em conta e que mesmo que a Lei seja votada ainda este ano, não valeria para a temporada 2015/2016 e sim para 2016/2017.

Para o presidente da Apiguapa, Alexandre Machado, “Foi muito importante a realização desta reunião, pois eles estavam criando esta lei sem ouvir o nosso posicionamento. Aqui nos demos o nosso ponto de vista e mostramos nossos argumentos sobre a questão”.

Ainda não há previsão para que o projeto de lei seja apresentado à Câmara e colocado em votação.

 

 

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