Tragédia: criança de 5 anos morre afogada em sítio de Guarapari

Uma criança de apenas 5 anos morreu afogada na tarde de ontem em Guarapari. A tragédia aconteceu em um sítio no bairro Lameirão, onde ele passou a virada do ano com a família e amigos.

Por volta das 16h30 de ontem o pequeno André Santos de Jesus, de apenas cinco anos, estava brincando na piscina para crianças do sítio enquanto a mãe conversava com amigos próximo dali. O grupo se preparava para voltar para casa quando a mãe percebe que a criança já não estava mais na piscina infantil.

O pequeno André passou a virada de ano em um sítio com a família. Foto: reprodução João Thomazelli/Portal 27
O pequeno André passou a virada de ano em um sítio com a família. Foto: reprodução João Thomazelli/Portal 27

“Nós começamos a arrumar as coisas para ir embora. Aí o bebê (André) pediu para brincar mais um pouco na piscina. Minha mãe ficou lá conversando com uma amiga. Quando ela não viu ele na piscina de criança, achou que tinha saído e foi procurá-lo. Mas ele estava na outra piscina, a de adulto, já boiando”, lamenta a irmã de André, a estudante Amanda Santos, 14 anos.

Quando encontraram o pequeno André, começaram a fazer os procedimentos de primeiros socorros enquanto esperavam a chegada do Samu ao local.

“Eu pulei na piscina e comecei a pedir para ele acordar. Ele tinha uns espasmos como se tentasse respirar. Aí um amigo começou a fazer massagem cardíaca nele. Ele se revezava com outra mulher até que chegou a ambulância” disse Amanda.

Com a comoção de todos que estavam presentes era grande, os socorristas levaram a criança para dentro a da ambulância e começaram a cuidar dele. “Eu estava segurando a mãozinha dele e pedindo para ele acordar. Ele teve mais um espasmo e não se mexeu mais”, relembrou a irmã.

amanda, irmã de André, mostra a camiseta que ele vestia na hora da tragédia. Foto: João Thomazelli/Portal 27
amanda, irmã de André, mostra a camiseta que ele vestia na hora da tragédia. Foto: João Thomazelli/Portal 27

“Um tempo depois veio um moço e pediu para meus pais pegarem os documentos dele. Nesta hora eu vi eles colocando um pano em cima de meu irmão e entendi que ele tinha morrido. Aí foi um desespero”, finalizou Amanda.

O corpo da criança foi levado para o Hospital Francisco de Assis, na Praia do Morro. Apenas hoje, 16 horas depois da morte da criança, é que o rabecão veio de Vitória para recolher o corpo e levar para o Departamento Médico Legal. Por volta das 15h30 ele foi liberado para que a família possa fazer os preparativos do enterro.

“É uma maldade com a família. Já estamos passando por uma tragédia e ainda temos que esperar tanto tempo para poder liberar o corpo”, reclama Gleiza Santos de Almeida, tia do pequeno André.

Sem confraternização

A família só conseguiu liberar o corpo da criança no meio da tarde de hoje. Foto: João Thomazelli/Portal 27
A família só conseguiu liberar o corpo da criança no meio da tarde de hoje. Foto: João Thomazelli/Portal 27

O grupo que passou a virada do ano no sítio onde aconteceu o afogamento do pequeno André, que é de uma igreja evangélica do bairro Adalberto Simão Nader, tinha programado de fazer hoje uma ceia logo após o culto e trocar presentes.

“Nós tínhamos combinado de fazer uma ceia depois do culto hoje e fazer um amigo x. Fui que quem tirou ele e tinha comprado uma bermudinha e uma camiseta para dar a ele. Ele era muito brincalhão e adorava doces. Quando eu recebi a notícia da tragédia, estava preparando uma sacola de doces para dar junto com as roupinhas. É muito triste tudo isso”, lamenta Gleiza.

A família ainda não sabe a que horas o corpo do pequeno André chegará para o velório e nem quando será o sepultamento.

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