Foi anunciado nesta segunda-feira (20), pelos pesquisadores da universidade inglesa de Oxford, que será iniciada a 3ª fase de testes da vacina ChAdOx1, a mais avançada no combate ao coronavírus.

Existem atualmente no mundo, 163 vacinas sendo testadas contra a doença, 23 na fase clínica, que é a fase que realiza testes em humanos, e menos de 10 estão na terceira fase, na qual são realizados testes em larga escala.

Existem atualmente no mundo, 163 vacinas sendo testadas contra a doença,

A ChAdOx1 está sendo testada em 50 mil pessoas em todo o planeta, sendo 5 mil no Brasil, espalhados pelos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Caso os testes se mostrem promissores, a vacina poderá ter seu registro liberado em junho de 2021, um prazo considerado recorde, já que a vacina criada mais rápida, contra a caxumba, demorou 4 anos.

A Fundação Oswaldo Cruz fez um acordo com a AstraZeneca, desenvolvedora parceira da Chad0x1, para a compra de lotes e transferência de tecnologias da vacina, permitindo a produção no Brasil a partir do começo de 2021.

Outra vacina que está sendo testada paralelamente no país e mostra bons resultados é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. Devido à um acordo do Governo de São Paulo, a CoronaVac será produzida pelo Instituto Butantan, que terá capacidade de fabricar até 100 milhões de doses, as quais 60 milhões serão para o Brasil e 40 milhões para a China.

Além dessas duas, existem outras três vacinas em estágios avançados, são elas: a do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, que é feita com o vírus inativado, a mRNA-1273 da Moderna Therapeutics, empresa estadunidense e a AD5-nCoV do laboratório CanSino Biologics, também da China.

Todas as vacinas que estão na terceira fase tem previsão de serem distribuídas a população somente no ano que vem, período considerado rápido porém necessário para realizar todos os controles sobre elas.

Por João Pedro Barbosa, estagiário.