Em sessão realizada na tarde de ontem (14) os vereadores de Guarapari discutiram vários projetos de lei. Foram aprovados o projeto de Lei nº 016/2017, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre autorização para contratação de pessoal na Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania (SETAC) e também foi aprovado o projeto de Lei nº 017/2017, autorizando a prefeitura a celebrar convênio com a entidade Casa de Acolhida e Educação Infantil – Creche Alegria.

Ambiental. Mas o projeto mais polêmico em discussão na tarde de ontem, foi o projeto de lei nº 2927/2008, que revogava a lei criou o Parque Natural Municipal “Parque das Fleixeiras”, que fica localizado no bairro Perocão. Os vereadores, principalmente os de oposição, criticaram o prefeito, por querer aprovar uma lei com tanta importância ambiental sem antes discutir com os vereadores e com a própria sociedade.

“Isso ainda não chegou nas minhas mãos e eu tenho que saber.”, disse Dr. Rogério

“Votei pedindo maiores esclarecimentos. Aquele projeto é de extrema relevância. Primeiro fizeram o projeto e não se demarcou qual a área correspondente aquilo ali. Segundo informações colhidas, existe algumas famílias habitando aquela área e não se pode tirar aquele pessoal de lá de qualquer jeito. Tem que ver se eles invadiram e tomar pé da situação. Não se pode fazer uma votação a Bangu”, afirmou o vereador Rogério Zanon, um dos líderes da oposição.

“Para votar um projeto desses tenho que estar inteiramente informado”

Rogério disse que para aprovar esse projeto precisa de mais informações. “Em primeiro lugar vem o meio ambiente, que tem que ser preservado. Mas a gente tem que saber de que forma preservar isso aí e qual a extensão daquilo ali. Vai da onde até onde, passando por onde? Isso ainda não chegou nas minhas mãos e eu tenho que saber. Para votar um projeto desses tenho que estar inteiramente informado. As famílias que estão hoje ali, temos que saber quem autorizou ou se foi invasão.”

Audiência. A manifestação de Dr. Rogério e de outros vereadores da oposição ecoou junto à aos vereadores governistas. O vereador Thiago Paterlini (PMDB), presidente da comissão de meio ambiente, pediu vistas do projeto para ter mais tempo para analisar e discutir o projeto.

“Eu pedi informações tendo em vista que a lei revogava um parque ambiental. Se esse projeto passasse na Câmara, nós íamos regularizar um loteamento que está encima de uma área ambiental. A ideia é que esse projeto para ser aprovado ele seja mais debatido com sociedade, porque uma vez que você revoga uma lei, regulamentando uma loteamento em uma área ambiental, você está incentivando que mais áreas sejam invadidas. Daqui a pouco vão invadir o Morro da Pescaria”, disse Thiago que disse que vai pedir apoio do Ministério Público. “Vamos debater com a sociedade através de uma audiência pública”

“Daqui a pouco vão invadir o Morro da Pescaria”, afirmou Thiago.

O vereador Marcos Grijó (PDT), que é relator da comissão de meio ambienta, também quer discutir melhor o projeto.  “Para que a gente possa votar esse projeto a gente precisa fundamentar melhor para proferir o voto. O objetivo é ter maiores informações, ver a área, como essas pessoas estão ali instaladas e que ocupação é essa. Vai que isso é uma especulação imobiliária.  Então vamos pedir essas informações, na quinta-feira gente deve sentar com a comissão e identificar essas informações para que a gente possa ter um embasamento maior sobre esse lote”

Segundo ele é preciso um entendimento com os atuais moradores. “Para retirar essas pessoas de lá teria que ter uma contrapartida, mas a tendência é que elas não sejam retiradas porque parece que elas já estão ocupando lá a bastante tempo. O que nós temos que fazer é nos certificar bem para saber a decisão que vai ser tomada. Se for mantê-las lá, a gente vai ter que analisar bem melhor isso”, falou.

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