A necessidade de alcançar novos públicos e ampliar o mercado fez com que empreendedores de todo o Brasil buscassem por meios alternativos de atração de clientes e venda de produtos. O movimento também ganhou força entre os pequenos negócios, especialmente durante a pandemia, quando o contato direto com o consumidor ficou restrito.

A internet foi uma alternativa possível. No Espírito Santo, o uso de redes sociais, que já era uma tendência, foi acelerado a partir de 2020. De acordo com a Pesquisa de Impactos da Pandemia nos Pequenos Negócios, antes da pandemia, apenas 42% dos empreendedores utilizavam essas ferramentas. Atualmente, esse percentual subiu para 69%.

69% dos empreendedores capixabas usam redes sociais para vender, 90% deles preferem o Whatsapp

“Os empreendedores precisaram aprender de forma rápida a utilizar as ferramentas digitais e com o passar dos meses entenderam que além de manterem os clientes, podiam ampliar os seus alcances. A pandemia acelerou este processo e fez muitos empreendedores se capacitarem para atender e vender de forma mais adequada”, destaca a analista do Sebrae/ES, Andrea Gama.

Dos empreendedores que seguiram a tendência das redes sociais no estado, 90% preferem vender pelo Whatsapp. As demais ferramentas como o Instagram, seguida do Facebook, também ocupam posições de destaque como as ferramentas mais utilizadas para vendas.

“Os consumidores estão nas redes sociais, portanto, todas as ferramentas, quando bem utilizadas, podem trazer benefícios para o empreendedor. Quando ele consegue entender em quais redes estão concentrados os clientes e também as funcionalidades de cada rede, é possível definir campanhas e trabalhar de maneira segmentada, alcançando com mais facilidades aquelas pessoas que se converterão em vendas”, alerta a analista.

Outra inovação que está presente na rotina de comercialização nas empresas é a adesão ao Pix, utilizado por 83% dos empreendedores capixabas para realizar vendas.