Pesquisa do Procon aponta variação de até 500% nos preços de material escolar em Guarapari

Com a proximidade do início do ano letivo, a compra do material escolar se intensifica em Guarapari. Para orientar pais e responsáveis e contribuir com o planejamento financeiro das famílias, o Procon Municipal realizou, nos dias 14 e 15 de janeiro de 2026, uma pesquisa de preços em cinco papelarias do município. O levantamento analisou 28 itens que normalmente compõem a lista de material escolar.

A pesquisa considerou o menor preço encontrado para cada produto em cada estabelecimento e revelou diferenças expressivas entre os valores praticados, evidenciando a importância da comparação de preços antes da compra.

Entre os itens com maior variação está o apontador sem depósito, que apresentou diferença de até 500%, com preços variando de R$ 0,25 a R$ 1,50. Já o caderno de dez matérias foi encontrado entre R$ 12,60 e R$ 22,90, uma variação de 81,75%.

Outros produtos também chamaram a atenção. A cola bastão de 21 gramas apresentou preços entre R$ 1,49 e R$ 5,50, com variação de 269,13%. A canetinha com 12 cores foi encontrada de R$ 3,80 a R$ 9,90, registrando diferença de 160,53%, enquanto o lápis de cor variou de R$ 3,70 a R$ 12,90, o que representa uma oscilação de 248,65%.

De acordo com a coordenadora do Procon Guarapari, Rebeca Freitas de Assis dos Santos, os dados reforçam que a pesquisa de preços pode gerar economia significativa. “O consumidor pode pagar muito mais caro pelo mesmo produto se não pesquisar. Comparar preços é uma atitude simples, mas que impacta diretamente no orçamento familiar”, destacou.

O Procon também orienta que pais e responsáveis fiquem atentos às listas de material fornecidas pelas escolas. Conforme a Nota Técnica nº 001/2024 do Procon Estadual, instituições de ensino particulares devem respeitar o Código de Defesa do Consumidor, sendo proibida a exigência de materiais de uso coletivo, itens sem finalidade pedagógica ou a imposição de marcas e modelos específicos. Além disso, as escolas não podem reter materiais de uso individual dos alunos. “Caso isso ocorra, o consumidor deve procurar o Procon”, alerta a coordenadora.

O órgão ainda reforça que práticas como aumento de preços sem justificativa, cobrança de taxas não informadas previamente e condições de pagamento abusivas são proibidas pela legislação. Para compras realizadas pela internet, a recomendação é verificar a credibilidade da loja, as políticas de troca e devolução e os canais de atendimento, lembrando que o consumidor tem direito de arrependimento em até sete dias.

Por fim, o Procon destaca que o consumidor tem direito à substituição de produtos com defeito dentro do prazo de garantia e que a nota fiscal deve ser sempre exigida, pois é essencial para assegurar esse direito. Informações como preço, validade, formas de pagamento e garantias devem estar claras e acessíveis. “Informação e planejamento são fundamentais para garantir uma compra consciente e evitar prejuízos”, finaliza Rebeca Freitas.

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