Greve dos bancários não tem previsão para acabar

Esta terça-feira (20) marca o 15º dia de greve dos bancários, que já soma 337 agências fechadas em todo o Espírito Santo. Em Guarapari, aderiram à greve as agências do Banco do Brasil, do Banestes e da Caixa Econômica Federal. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) convocou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova tentativa de negociação na tarde de hoje, em São Paulo. A expectativa é de que seja apresentada uma nova proposta à categoria.

Dos bancos públicos, 297 unidades aderiram à greve, sendo 80 agências da Caixa, 104 do Banestes, 94 do Banco do Brasil e uma do BNB. Já entre os privados, 13 agências do Santander, 19 do Itaú, 8 do HSBC, 17 do Bradesco e uma do Safra estão com as portas fechadas, somando 58 agências.

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Foto: João Thomazelli/Portal 27

Os bancários capixabas estão sendo representados no Comando Nacional por Jessé Alvarenga, coordenador geral do Sindibancários/ES. Ele reforça que é preciso manter a mobilização para pressionar os banqueiros a atender a pauta da categoria.

“Não temos ainda nenhuma proposta e essa é apenas a retomada das negociações. Foi o forte movimento grevista e a crescente mobilização dos bancários que forçou os banqueiros a sentarem na mesa e reabrirem as negociações com a categoria. Temos que continuar mobilizados para arrancar nossas reivindicações de melhores condições de trabalho, reposição da inflação e ganho real”, destaca.

Confira as principais reivindicações dos bancários:

– Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

– PLR: 3 salários mais R$7.246,82

– Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

– Melhores condições de trabalho.

– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós graduação.

– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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