Um dos pneus do veículo estourou e pode ter contribuído para desequilibrar o veículo.

O acidente que aconteceu na BR 101, em Guarapari, na manhã desta quinta-feira (22) e deixou 21 mortos e 22 feridos pode ter sido causado pelo estouro de um dos pneus do caminhão.

Segundo o superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF),  Willys Lyra, a perícia da PRF, da Polícia Civil e da Eco 101 analisaram o acidente. “Identificamos que um dos pneus do veículo estourou. Isso pode ter contribuído para desequilibrá-lo então ele tombar e invadir a contramão. Nós temos uma avaliação ainda dos demais pneus do veículo e analisamos seu sistema de freios”.

O superintendente destacou ainda que está é apenas uma hipótese. “Sabemos que aqui é um local com uma curva e no momento estava chovendo. Então são vários fatores que a perícia tem que avaliar para só então emitir o relatório final”.

Ele também relatou que o motorista do ônibus contou como tudo aconteceu. “Nós conversamos com o motorista do ônibus e ele disse que a parte traseira, ou seja, o semirreboque da carreta tombou e veio invadindo a contramão e ele via ainda a cabine de pé, mas balançando. Ele tentou desviar e nessa tentativa ele acabou indo para o acostamento, colidiu com a pedra e só então caiu na ribanceira. Os dois veículos que vinham atrás do ônibus foram colidindo também com a carreta e também caíram fora da rodovia”.

Inspetor se emocionou ao ver uma criança carbonizada sendo retirada.

De acordo com as informações passadas pelo motorista a PRF, muitos passageiros dormiam no momento do acidente. “O motorista relatou ainda que os passageiros dormiam e isso talvez explique o número de vítimas maior porque dormindo não deu tempo de sair”.

“Vi um cenário de Guerra. Veículos em chamas e pessoas sendo socorridas. Nossas equipes que chegaram relataram que viram as pessoas correndo pegando fogo, algumas basicamente sem roupa. É uma cena desesperadora, triste e traumatizante para todos nós”, relatou o superintendente da PRF sobre o que viu ao chegar ao acidente.

Ele contou ainda que algumas pessoas saíram do ônibus vivas, mas não resistiram. “As pessoas tentavam correr buscando uma ajuda, tentando se salvar e quando isso não foi possível, infelizmente, alguns caíram já mortos. Uma cena lamentável, muito triste”.

Lyra afirmou que “esse é o acidente mais grave registrado no Espírito Santo em relação ao número de mortos e ao cenário que ficou aqui”.  O inspetor também contou que um dos momentos mais difíceis do resgate foi quando encontraram uma criança morta. “Nós acompanhamos a retirada dos corpos de dentro do ônibus e ainda que nós sejamos acostumados a registrar acidentes e ver as pessoas mortas, você verificar uma criança carbonizada é uma situação muito triste”.

 

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