Adolescente é agredido com soco-inglês por colegas de escola em Vila Velha

Um adolescente de 16 anos foi hospitalizado na última quinta-feira (10) após ser brutalmente agredido com um soco-inglês na saída de uma escola estadual na Prainha, em Vila Velha. O jovem, que tentava defender um colega durante uma briga, sofreu ferimentos na cabeça e precisou de atendimento médico. A mãe da vítima relatou que a confusão teve início dentro da unidade de ensino.

O estudante, que completou 16 anos na sexta-feira (11), interveio ao ver um amigo sendo atacado por outros alunos. Nesse momento, ele foi emboscado por três agressores. “Duas pessoas seguraram e uma estava batendo. Meu filho entrou no meio para socorrer e acabou sendo agredido”, desabafou a mãe. Segundo ela, um dos agressores utilizou um soco-inglês, desferindo golpes que perfuraram a cabeça do adolescente.

Aluno foi agredido por colegas da mesma escola, que levaram um soco-inglês para o local.

Histórico de brigas

Ainda conforme o relato da mãe, os mesmos agressores já haviam se envolvido em outra briga no banheiro da escola, na qual o mesmo colega foi defendido pelo estudante agredido na saída. A família acredita que o ataque na quinta-feira foi uma retaliação, com os agressores aguardando o fim do turno vespertino para emboscar o jovem que havia tentado apartar a briga anterior.

A violência resultou em uma perfuração na cabeça da vítima, que foi encaminhada ao Hospital Infantil de Vitória, onde ficou sob observação antes de receber alta. O colega inicialmente agredido também sofreu ferimentos e necessitou de cuidados médicos.

Aluno agredido será transferido

Imagens que circularam entre alunos e moradores mostram o tumulto e gritos por ajuda do lado de fora da escola. Em um dos trechos, um dos jovens aparece ferido, sendo amparado por colegas enquanto deixa o local. A direção da escola só tomou conhecimento da gravidade da agressão na sexta-feira (11). A mãe da vítima informou que a escola estuda a possibilidade de expulsar os alunos envolvidos.

Inconformada com a situação, a família não se sente segura para que o adolescente retorne à unidade após as férias escolares e já iniciou o processo de transferência para outra instituição. “Não dá para aceitar que um aluno menor de idade entre com uma arma na escola, porque um soco-inglês é uma arma. Do jeito que ele entrou com um soco-inglês, pode entrar com qualquer arma dentro do colégio”, desabafou a mãe.

Apesar dos ferimentos e da situação traumática, o adolescente afirmou à mãe que não se arrepende de ter ajudado o amigo, pois, segundo ele, o colega estava sendo agredido de forma tão violenta que poderia ter morrido.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que está acompanhando o caso. A direção da escola, por sua vez, informou que está identificando os envolvidos, realizando conversas com alunos e responsáveis. As informações e imagens serão encaminhadas ao Conselho de Escola para análise e definição das medidas a serem adotadas.

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João Pedro Barbosa

Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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