Após os alunos da Escola Estadual Leandro Escobar realizarem duas manifestações pedindo melhorias na infraestrutura da instituição, a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) deve apresentar um projeto de reforma ou reconstrução da escola.

Para chamar atenção da Secretaria Estadual de Educação para o problema da escola os alunos realizaram duas manifestações e na última impediram o acesso ao colégio.

Segundo a diretora Lilian Correia da Rocha, a escola foi fundada em 1960 e atualmente tem 600 alunos divididos em três turnos. A última manutenção foi apenas ajustes elétricos realizada há 7 anos.  Ela relatou que na última quarta-feira (19) participou de uma reunião na Sedu para definir o que deve ser feito.

“Fomos convidados para discutirmos o que pode ser feito e como eles poderiam amenizar alguns dos nossos problemas. Eles perceberam que a escola realmente precisa de mudanças ou uma construção mesmo, algo bem radical porque a escola não atende mais. Até que essa situação de uma obra verdadeira venha acontecer eles quiseram saber algumas coisas que possam nos ajudar”.

Ventiladores serão instalados na salas.

Lilian explicou que fazer manutenção no espaço não resolve o problema. “O caso não é nem de manutenção porque se ela for feita, o dinheiro vai ser perdido. A gente precisa mesmo é de uma nova escola. Isso está explicito então a gente não tem ideia de fazer consertos mais aqui, a ideia mesmo é de fazer obra”.

De acordo com a diretora, a Sedu deve apresentar um projeto da obra dentro de 15 dias. “Eles nos deram uma média de 15 dias para a gente esperar que vão vir com uma proposta ou de uma obra mesmo de construir uma escola ou uma reforma bem radical”.

Lilian relatou ainda que enquanto a obra não é realizada algumas medidas paliativas serão tomadas para dar mais conforto aos alunos. “Até que essa obra maior aconteça algumas coisas paliativas serão feitas como amenizar o calor instalando alguns toldos e a verba direcionada para a compra de ventiladores tufão. São coisas que vão amenizar o que mais incomoda, que é o calor intenso porque o sol bate direto nas salas de aula. A propostas é eles nos subsidiarem de imediato para resolver isso e depois, mais para frente uma obra verdadeira”.

Durante as manifestações, os alunos chegaram a bloquear a entrada da escola.

“A escola recebe a verba estadual todo ano e esse valor é subdividido para pagar tudo da escola. A gente vai utilizar um pouco dela para confeccionar os toldos, a compra e a instalação dos ventiladores. Para receber essa verba a gente faz um plano de aplicação, que tem várias ações. Vamos mandar ele em maio e em junho mais ou menos a gente recebe esse dinheiro. No segundo semestre a verba que a gente vai gastar com essas coisas será restituída para a escola para a gente poder fazer os gastos da normalidade no decorrer do ano”, explicou a diretora.

Apesar de saber que o problema ainda vai demorar para ser realmente resolvido, a diretora acredita que tudo vai dar certo. “A gente vai ter que aguardar, mas eu senti uma grande esperança de que a gente vai conseguir melhorar o nosso espaço. Trabalho aqui há 10 anos e não está sendo fácil, mas o envolvimento dos alunos foi algo positivo”.

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