A manifestação ocorreu na tarde desta segunda-feira (18) e foi organizada pela Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrecan). Os comerciantes pedem pelo fim das restrições de horários de funcionamento, que atualmente ficam restritos até às 22 horas de segunda a sábado e até às 16 horas aos domingos.

Ao todo, pelo que foi informado pela Abrecan, participaram mais de 200 pessoas da manifestação e donos de 26 comércios diferentes. O movimento também contou com uma lista de assinaturas contra a restrição de horários e uma passeata, que saiu do Centro e seguiu até o bairro de Muquiçaba.

Manifestantes assinando uma lista de nomes contra a restrição de horários.

Outra das preocupações dos comerciantes é que, pela não arrecadação do que geralmente é esperado pelo verão de Guarapari, muitos precisarão mandar embora os funcionários, como o caso de Jhone Camilo dos Santos, proprietário do bar e restaurante Chalé.

Jhone Camilo dos Santos, proprietário do Chalé.

“Nós deixamos de arrecadar 70% do nosso faturamento comparando com anos anteriores, tudo devido a restrição de horário, nosso restaurante é noturno, começa o movimento até 21 horas e ficamos sem tempo de vender. Tenho 28 funcionários, mas se continuar assim, até semana que vem, vou ter que mandar a metade embora”, disse Jhone.

O problema não é exclusivo, Vanilene Borges, proprietária do bar, restaurante e boliche, o Facebar, também comentou sobre a baixa arrecadação, provinda da fiscalização, que, segundo ela, é muito rígida, tendo que expulsar os clientes após às 22 horas, com risco de tomar multa caso não faça.

Vanilene Borges, proprietária do Facebar.

“O domingo é um dos melhores dias, é quando vai a família, a redução de lucro é de cerca de 70 a 80%, eles (os clientes) chegam na hora que estamos fechando, cerca de 21 ou 22 horas, e a fiscalização do estado é muito rígida. Às 22:01 já precisamos mandar nossos clientes embora, ir de mesa em mesa e pedindo para que as pessoas saiam, correndo risco de sermos multados, nem mostrando que já encerramos os pedidos, a fiscalização não deixa os clientes ficarem”, declarou Vanilene.

Já João Marcelo Chagas de Lourenço, proprietário da lanchonete Sabores e do Greenland Mercado 24 horas, falou sobre como a fiscalização tem números reduzidos, mandando fechar apenas alguns comércios, visto que não conseguem passar em todos.

João Marcelo, proprietário do Sabores e do Greenland Mercado 24 horas.

“Hoje é um ato pra gente tentar mostrar pra sociedade que estamos passando uma dificuldade muito grande, esse decreto inibe muitas ações de abertura e está custando muito caro, incluindo o emprego dos nossos funcionários, pela pouca fiscalização, alguns comércios são obrigados a fechar e outros não”, comentou João Marcelo.

A manifestação teve uma cobertura total pelo Portal 27, que acompanhou desde o momento de concentração, no Radium Hotel, até a passagem pela Ponte de Guarapari e indo até o bairro Muquiçaba, a gravação pode ser vista no Facebook do Portal 27.

Alguns dos cartazes dos manifestantes. Em um deles, pode ser lida a frase “Famílias pedem socorro”, se referindo aos funcionários que podem perder os empregos.
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