O Consórcio Público da Região Expandida Sul, que envolve vários municípios do sul do Estado, e que tem sede na cidade de Piúma, virou caso de polícia e CPI. No última sexta-feira (8), Policiais Civis de Anchieta e Piúma levaram duas ex-funcionárias do  Consórcio de Saúde para prestar esclarecimentos.

Elas estariam sendo investigadas  pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), por supostamente estarem envolvidas em negócios ilícitos dentro do Consórcio; que envolve os municípios de Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Itapemirim, Guarapari, Marataízes, Rio Novo do Sul e Piúma.

Anchieta. Em Anchieta os vereadores Robinho Mattos (Avante) e Geovane Meneguelli (PSD), já haviam denunciado problemas no Consórcio em julho do ano passado. A denúncia, apresentada em plenário foi levada a vários órgãos fiscalizadores.  

Piúma aprovou instalação de uma Comissão Especial Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar.

“Ainda não sabemos ao certo qual órgão esteve no escritório deles em Piúma, porque nós denunciamos para vários órgãos. No GAECO (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Tribunal de Contas e Receita Federal. Depois da primeira denúncia na Câmara, outras cidades fizeram novas denúncias. Vimos irregularidades na contratação de profissionais também. Tudo precisa ser investigado”, contou o vereador. 

Piúma. Na Cidade de Piúma, a Câmara Municipal em sessão Ordinária, na noite de ontem (13), aprovou um requerimento que solicitou instalação de uma Comissão Especial Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o Consórcio Intermunicipal CIM Expandida Sul.

Eles alegam ausência de transparência de seus atos e atividades. Os 10 vereadores foram favoráveis a abertura da CPI. A Comissão desenvolverá suas atividades pelo prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado uma vez, a critério do plenário em até 60 dias.

Foram sorteados os membros que vão compor a CPI: Eliezer Dias, Gustavo Meireles e Jonas Miranda que serão o presidente, o relator e o secretário. “Quem votou, votou consciente do compromisso dessa casa, porém, os fatos errôneos que houverem cada um pague por aquilo que fez, cada qual é responsável pelas suas atitudes, essa é a condição da vida. O que estiver errado tem que ser avaliado e punido”, disse o vereador de Piúma, Geovani Bidim.