Janeiro está chegando e a época de passar férias com a família e amigos também. Praias, parques, restaurantes e eventos culturais são as melhores opções para aproveitar as festas de fim de ano e as férias escolares que se estendem até fevereiro. Nesses locais, é necessário que pais e responsáveis redobrem a atenção e adotem medidas básicas de segurança para evitar ocorrências de desaparecimento.

De acordo com estatísticas da Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD), só de janeiro a novembro deste ano, foram registradas 869 pessoas desaparecidas. “Entretanto, o índice de recuperação também é alto, chegando a 713. O ideal é que no período de festas, feriados e férias o número de ocorrências seja o menor possível. E para que incidentes não aconteçam é importante que as pessoas tomem alguns cuidados, especialmente, com as crianças. A vigilância com os filhos deve ser permanente”, alerta o delegado titular da (DPD), Leandro Piquet.

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Dicas como, combinar um ponto de encontro, identificar as crianças com um crachá contendo o número do telefone dos pais ou familiares, bem como ter em mãos endereços de casa de amigos e da Delegacia mais próxima evita sustos e preocupações. Orientar os filhos a ligarem para o Ciodes (190) em caso de urgência pode ajudar, bem como não andar sozinho, não aceitar carona, alimento e presentes de desconhecidos. Isso evita assaltos, sequestros ou outros crimes como, até mesmo, homicídio.

“Se estiver com filhos menores, o melhor é não ingerir bebidas alcoólicas, o que pode comprometer a atenção dos pais e responsáveis, facilitando a aproximação de estranhos e sequestros. Se perceber que está sendo vigiado ou perseguido, a orientação é que entre na primeira casa ou comércio e acione a polícia”, diz Piquet.

Se mesmo com todos esses cuidados ainda ocorrer o desaparecimento, é importante que a polícia seja acionada imediatamente pelo 190 ou que se procure a Delegacia mais próxima. Mobilizar pessoas da família e amigos também é importante a fim de localizar um possível paradeiro.

Adolescentes lideram casos

De acordo com o delegado Leandro Piquet, titular da DPD, um dos fatores que contribui para que alguém se perca é a falta de diálogo entre amigos e familiares. Aproximadamente, 50% das ocorrências são referentes ao desaparecimento de adultos, atingindo a marca de 445. Porém, os registros mais comuns estão relacionados aos adolescentes.

“Os casos são mais comuns estão relacionados a adolescentes e pais com conflitos no relacionamento, como falta de diálogo, violência doméstica ou casos amorosos. Essa informação pode ser comprovada com dados. Em 2013, registramos o número expressivo de 398 menores desaparecidos, com idade entre 12 e 17. Mais de 80% foram encontrados. Os casos envolvendo crianças, de recém-nascidos a até 11 anos, foram 24 ocorrências. Desse total, 19 foram encontradas”, explica Piquet.

Dicas de como ter maior controle das amizades, tratar o filho com carinho e atenção e mostrar a preocupação com seu desenvolvimento gera uma relação de confiança que pode evitar registros de desaparecimento.

“É essencial que os pais mantenham um diálogo aberto com seus filhos, que observem mudanças de comportamento e conheçam o círculo de amizades deles. Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, também é outro alerta, pois alguns casos são notificados nessas circunstâncias”, alerta o delegado.

Na Grande Vitória, o município de Cariacica registrou 261 casos de pessoas desaparecidas. Desse total, 212 foram encontradas. Em seguida, está Vitória e Vila Velha, com 192 casos em cada um. Os recuperados somam 162 e 158, respectivamente. Logo depois está Viana com 36, dos quais 34 foram encontrados. Não houve registros nas demais regiões do Estado.

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