Após se entregar na manhã de ontem (29) no Departamento Judiciária de Guarapari, o menor de 16 anos suspeito de assassinar Débora Santos Rocha, 25, confessou o crime, e disse que estava sendo ameaçado pela vítima, por isso a matou.  Confira a entrevista exclusiva com o jovem.

“Ela queria fazer ‘queima de arquivo’”. Disse o adolescente de 16 anos.
“Ela queria fazer ‘queima de arquivo’”. Disse o adolescente de 16 anos.

A quinta-feira também foi marcada por uma coletiva de imprensa na Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, para apresentar os detalhes do caso. O delegado responsável pelo caso, Alexandre Lincoln, disse que a morte da jovem foi motivada por vingança e pelo fato do adolescente saber demais. Débora havia mandado matar o ex-companheiro no dia 8 de maio.

“Em depoimento, o menor disse que queria vingar a morte do seu amigo. A Débora estava em uma moto junto com Dodô, quando ele teria matado o seu rival, Valdmar. O adolescente assistiu ao crime e era a prova viva de tudo que aconteceu”. Disse o delegado.

Alexandre ainda afirmou que o caso continuará sendo investigado para saber da relação de uma segunda pessoa, que furtou o celular de Débora dentro do comércio. “Nós vamos continuar investigando o caso para saber se a pessoa que furtou o celular da vítima tem ligação com esse crime”. Finaliza o titular da DCCV de Guarapari.

A morte de Débora

A jovem deixa uma filha de 4 anos de idade.
A jovem deixa uma filha de 4 anos de idade.

A mulher que foi morta no Centro de Guarapari com 12 tiros na tarde do último Sábado (24), após entrar em uma loja de roupas infantis fugindo de um rapaz. O crime chocou os moradores e comerciantes que estavam no Centro Comercial no dia. Veja o vídeo.

As imagens chocantes mostram a jovem desesperada mexendo em seu celular; quando o assassino entra, ela tenta se esconder, mas ele dispara 12 tiros em sua direção. A mulher de 25 anos morreu ali mesmo.

O autor dos tiros foi encaminhado para a Unidade de Internamento Provisória (Unip II), em Cariacica.

A morte de Débora

A reportagem do Portal27 foi até Anchieta, onde obteve informações junto a diversas fontes na cidade, que informaram que Débora já era bem conhecida. Ninguém quis se identificar, com medo de sofrer represálias.

“No bairro, todo mundo já sabia. A moça assassinada morava em Recanto do Sol. Ela teve uma briga com o Valdimar, que era o chefe da boca de fumo aqui no bairro, e que foi assassinado no dia 17/05. Ele a agrediu com um soco. Dias depois, disparam tiros contra a casa dela aqui no bairro. Depois de tantas brigas, ela se mudou para Mãe-Bá”. Declara X.

Já “Y” nos contou que Valdimar morreu com três tiros no meio da rua e que, no velório dele, as pessoas sentiam medo. “Por volta das 23 horas do dia 17 deste mês, o Valdimar levou três tiros e foi morto no meio da rua, aqui no bairro. No velório do rapaz, fazia medo estar presente. Tinha até gente armada. Um rapaz que estava ao lado da mãe do traficante morto, disse a ela para não se preocupar, que isso não ficaria impune. O bairro viveu momentos de tensão e medo depois da morte do Valdimar”. Contou “Y”.

“Z“ já dizia que informações circulavam pelas redondezas de que ela já estava sendo jurada de morte. Ouvia-se que a estudante de enfermagem seria arrastada de Mãe-bá à Recanto do Sol na moto e cortariam a cabeça dela na praça.

"Dodo" tinha relações amorosas com Débora Rocha que foi morta semana passada.
“Dodo” tinha relações amorosas com Débora Rocha que foi morta semana passada.

Namorado está preso

A Polícia Civil de Guarapari, em ação conjunta com as policias civil e militar de Anchieta, prendeu na tarde do dia (26), o traficante Adalberto Dos Santos, de 24 anos, mais conhecido como “Dodô”. Ele  rapaz tinha um relacionamento amoroso com Débora e era chefe de uma gangue, e suspeito de comercializar drogas na região de Mãe-Bá. A Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari investiga se realmente  Dodô teria matado Valdimar Santos Souza em Recanto do Sol.

Deixe seu comentário