As eleições municipais em Guarapari já terminaram. Pelo menos nas urnas, já que nos bastidores, a disputa ainda está de pé. Dois dias antes das eleições, o presidente municipal do PDT, Toninho Stein, apresentou uma denúncia na Promotoria de Justiça Eleitoral sobre a possível inelegibilidade de Edson Magalhães. A denúncia de Toninho não surtiu efeito e a eleição transcorreu normalmente.

Edson faz primeiro discurso depois de eleito. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Edson faz primeiro discurso depois de eleito. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Já na Justiça Eleitoral foi apresentada uma denúncia, pela coligação Muda Guarapari, de Carlos Von, com o mesmo argumento. Na última terça-feira (11), a juíza eleitoral de Guarapari, Fernanda Corrêa Martins, julgou extinto o processo, argumentando entre outras coisas, que o período para pedir a impugnação do registro de candidatura de Edson teria passado.

 

Nas urnas, o candidato do PSD, Edson Magalhães, saiu vitorioso com apenas 154 votos de diferença para o segundo colocado, o tucano Carlos Von Schilgen. Mas nos bastidores, os argumentos do lado do candidato derrotado são de que Edson não poderia sequer ter concorrido ao cargo de deputado estadual e muito menos a prefeito.

Jorge protocolou uma denúncia na Assembleia legislativa pedindo a cassação do deputado Edson Magalhães.
Jorge protocolou uma denúncia na Assembleia legislativa pedindo a cassação do deputado Edson Magalhães.

Denúncia. O empresário Jorge Egbert Weytinghn Junior, apoiador de Carlos Von, apresentou na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, no último dia 07 de outubro, uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Edson Magalhães e pediu a instauração de processo de cassação do mandato do deputado.

“Eu não fiz a denúncia apenas por achar que o Carlos Von é o melhor para Guarapari não. Fiz a denúncia contra um cidadão que insiste em voltar estando inelegível. Ele fez, ao meu ver, uma péssima administração e pela perseguição que sofri a frente do Projeto que realizo que só traz benefícios para cidade, mas que por conta da sua administração totalitária criou todos os empecilhos possíveis, inclusive nos retirando de forma grotesca da praia”, explicou Jorge para a reportagem do Portal 27.

Entenda as denúncias

O argumento dos apoiadores da coligação Muda Guarapari, são de que Edson Magalhães não poderia ter concorrido ao cargo de prefeito de Guarapari e de deputado estadual, se baseia na Lei da Ficha Limpa, que prevê que o agente público que for condenado por improbidade administrativa e tiver esta condenação corroborada por um colegiado (no caso, um grupo de desembargadores), não poderá concorrer a cargos eletivos por um período de tempo.

Nossa equipe tentou falar com a advogada que representa a coligação Muda Guarapari, mas até o fechamento desta reportagem ela não havia respondido aos nossos questionamentos.

*atualizado às 19h24

A advogada Juliana Santiago nos enviou um documento explicando o posicionamento da coligação. Confira o documento aqui carta a imprensa.

Edson Magalhães. Entramos em contato com a assessoria de comunicação do deputado estadual Edson Magalhães para comentar sobre os processos e a situação jurídica do prefeito eleito de Guarapari, mas a assessora nos informou que o deputado não vai comentar o caso.

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