No próximo dia 22 de outubro, o Capitão Lourencini, do 10º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, viajará para o Japão, onde realizará um Curso de Gestor em Policiamento Comunitário – Método Koban.

O Koban é o posto policial japonês que possui arquitetura similar a de uma residência, substituindo a imagem de uma delegacia e aproximando os moradores. Uma das principais características do serviço policial do efetivo dos kobans são as visitas às residências em que são ouvidos os moradores sobre a ocorrência de crimes e/ou desordens no bairro.

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Capitão da Polícia Militar do Espírito Santo, pertencente ao 10º Batalhão de Guarapari, viajará para o Japão, onde realizará um Curso de Gestor em

Outra característica dos Kobans é a luz vermelha que fica bem em frente à instalação e a presença de dois policiais, 24 horas em frente ao posto. fazendo vigília. Existem cerca de 6500 Kobans no Japão em médias em grandes cidades.

Há também os Chuzaishos, que são outros tipos de postos policiais, mas de regiões pouco povoadas, que realizam o mesmo trabalho dos Kobans, porém a diferença é que tais postos possuem o efetivo de apenas um policial que reside no local com sua família. Há muitos casos que o cônjuge do policial recebe para trabalhar como atendente do telefone do Chuzaisho. Há cerca de 8.500 Chuzaishos no Japão.

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O Curso, que faz parte da Cooperação Técnica entre Brasil e Japão, por meio do Ministério da Justiça.

O Curso, que faz parte da Cooperação Técnica entre Brasil e Japão, por meio do Ministério da Justiça, terá duração de duas semanas e tem o objetivo de capacitar 15 oficiais de diversos estados do Brasil a conhecer e aprender com a experiência de policiamento comunitário japonês existente há cerca de 140 anos.

Segundo o Capitão Lourencini, oficial capixaba indicado para o Curso, nos últimos três anos o 10º Batalhão recebeu a visita da comitiva da Polícia Nacional do Japão por três vezes. O objetivo era conhecer o policiamento comunitário da Polícia Militar em Guarapari, bem como as ferramentas de interação social, imprescindíveis para uma Segurança Pública democrática.

Foram apresentados aos colegas japoneses: a REPAS (Rede de Promoção de Ambientes Seguros), o CONSEP (Conselho Municipal de Segurança Pública) e o GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal). Na terceira visita, em 2016, a comitiva japonesa escolheu Guarapari para a continuidade dos trabalhos, onde permaneceu por quatro semanas avaliando o policiamento comunitário.

O Capitão Lourencini disse que “é uma excelente oportunidade de aprender com um povo que já trabalha o policiamento comunitário há mais de um século e também aplicar o que for aprendido à nossa realidade cultural. O 10º Batalhão tem feito seu dever de casa junto à comunidade guarapariense e essa indicação é o justo reconhecimento por todo o trabalho. Há anos que o diálogo e a interação com todos das comunidades têm sido o carro chefe do Batalhão. Guarapari tem uma polícia comunitária.”

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