Cerca de cem advogados, incluindo o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, realizaram um ato em frente a delegacia de polícia de Guarapari na tarde de hoje, em apoio a três colegas de profissão que teriam sido agredidos dentro das dependências do prédio policial.

O ato começou por volta das 13h30. Além de Cláudio Lamachia, presidente nacional da OAB, estavam presentes Homero Mafra, presidente estadual da Ordem e Jedson Maioli, que representa a entidade em Guarapari.

Jedson Maioli, Cláudio Lamachia e Homero Mafra e mais cerca de 100 advogados participaram de ato na frente da delegacia de Guarapari. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Jedson Maioli, Cláudio Lamachia e Homero Mafra e mais cerca de 100 advogados participaram de ato na frente da delegacia de Guarapari. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Em entrevista aos jornalistas presentes, Lamachia lembrou da importância da OAB no Brasil. “Ao longo dos seu 86 anos de existência, a OAB foi decisiva para a melhoria do sistema judicial brasileiro e para a defesa das prerrogativas da própria sociedade brasileira. Temos que esclarecer que prerrogativas dos advogados são prerrogativas não pertencem a nós e sim a sociedade. Se nós tivermos um profissional enfraquecido ou desrespeitado, seguramente nós teremos a sociedade enfraquecida. E desrespeitada”.

Manifestação do sindicato dos policiais

Ao mesmo tempo em que os advogados faziam o ato na frente da delegacia, o sindicato que representa os policias civis também fazia uma manifestação no mesmo lugar.

O reduzido efetivo da 5ª Delegacia Regional parou suas atividades para apoiar o protesto, que cobrou mais respeito com a instituição e seus profissionais e respondeu às acusações feitas pela OAB.

Fialho disse que acusação sem provas é pirotecnia. Foto: Roberta Bourguignon.
Fialho disse que acusação sem provas é pirotecnia. Foto: Roberta Bourguignon.

Antônio Fialho, Presidente do Sindicato dos Investigadores da PC, disse que as acusações são sérias, mas que é fácil apurar, já que existe câmeras espalhadas por toda a delegacia.

“Não posso afirmar, mas é só solicitar a as imagens e verificar. Não dá para ficar conversando, jogando palavras ao vento e não ter a prova. Se não tem provas, é conversa fiada e pirotecnia e nós não vamos abrir mão de lutar pelos direitos dos policiais”.

Acusações de Agressões

A advogada Daniele Marciana Pereira, que alega ter sido expulsa da delegacia comentou sobre o caso e fez uma grave acusação sobre agressões de presos dentro da delegacia.

“Nós estávamos acompanhando o caso de um cliente que estava preso. Procuramos pelo escrivão e o delegado e nos foi informado, de forma ríspida, que eles não estavam. Ficamos aguardando do lado de fora da delegacia e depois visualizamos o escrivão ali na recepção. Já que o policial havia mentido para a gente quanto a presença do escrivão, nós acompanhamos o escrivão. Quando chegamos lá dentro, veio um policial encostando na gente, nos colocando para fora”, contou.

E declarou que: “Às vezes eles levam nossos clientes lá para dentro, batem neles para que eles confessem alguma coisa, até crimes que eles não cometera. Em sido constante sim”.

A declaração deixou Fialho indignado. “Eu torço para que vocês relatem isso nas matérias que vão ser publicadas. Porque nós oremos processar esta advogada. Ela vai ter que provar isso. Todos os presos que saem desta unidade aqui, são levados, obrigatoriamente para fazer exames de lesões. Como ele está lesionado, se no exame de lesões nada foi constatado. Então ela está desconfiando do médico que faz o exame? Então a denúncia é muito grave e tem que se apurar. Agora, se ela estiver caluniando, mentindo, ela vai ter que responder por isso”.

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