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Há cinco dias o aposentado Célio da Hora Rocha, de 68 anos, aguarda ser transferido da Unidade de Pronto Atendimento de Guarapari (UPA) para um hospital da Grande Vitória.  Ele precisa passar por uma cirurgia no coração, mas não consegue ser transferido mesmo com determinação judicial.

Célio precisa fazer uma cirurgia cardíaca e aguarda há cinco dias por uma vaga em um hospital da Grande Vitória. Foto: Whatsapp

Um dos filhos de Célio, o tradutor Sandro Bandeira Rocha, contou que o pai te pressão alta e passou mal na última segunda-feira (09), quando foi levado para a UPA. Ele relatou que após vérios exames os médicos constataram a necessidade da cirurgia cardíaca. “Ele está com as carótidas entupidas e precisa fazer uma cirurgia para desobstruir. Mas, para isso precisa ser transferido para um hospital e eles alegam que não tem leito”, disse o filho.

Segundo Sandro,   o pai já está cadastrado na Central de Vagas, mas devido a urgência da cirurgia  a família conseguiu uma liminar na justiça determinando a transferência, porém, não adiantou.  “Foi na defensoria duas vezes. A primeira foi no dia 11 e ontem de novo porque eles não cumpriram essa determinação judicial  de 24 horas para arrumar o leito”.

“Para a gente é muito difícil essa situação porque ele pagou imposto a vida inteira e agora quando precisa não tem leito hospitalar. O que é mais chocante para mim é que o hospital na Praia dos Adventistas deveria está funcionando e não temos hospital. A gente fica dependendo de leitos em outros hospitais e este é o problema porque na UPA não há dúvidas de que ele está sendo bem atendido. A questão maior é que o  leito hospitalar que o Estado deveria prover não tem”, desabafou Sandro.

Transferência. O Portal 27 procurou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) para saber porque a determinação judicial ainda não foi cumprida e recebeu a seguinte resposta: “A Central de Regulação de Internação informa que a vaga de acordo com o perfil clínico do paciente foi providenciada e um hospital na Grande Vitória”.



Falta de hospital. Já sobre a falta de hospital na cidade, a administração municipal respondeu que o prefeito está ciente desta necessidade e que já buscou recursos com o Governo Federal para a construção do hospital Cidade Saúde. 
 
“O Prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, inclusive já havia comentado sobre casos como este, durante a visita do então Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que veio ao município para a liberação de mais de R$ 18 milhões de recursos federais, para a realização das obras do Hospital Cidade Saúde.
 
Na ocasião, em seu discurso, Edson comentou que Guarapari já registrou casos em que pacientes ficaram dias na UPA aguardando por uma vaga em um hospital da Grande Vitória e afirmou que com esse hospital o quadro vai mudar.
 
“É dever do município oferecer uma atenção básica de qualidade e isso tem sido complicado de se expandir, uma vez que, já registramos pacientes que ficam na UPA de oito a dez dias esperando por uma vaga de média e alta complexidade. Isso sobrecarrega o nosso sistema e interfere no atendimento básico. Com esse hospital situações como essas serão resolvidas, umas vez que, o número de leitos é ampliado e esse tempo de espera diminui”, finalizou o prefeito.
 
Guarapari está a menos de duas semanas da licitação de uma das obras mais importantes para o município, a do Hospital Cidade Saúde. Uma obra que irá beneficiar mais de 123 mil moradores de Guarapari, além de outras milhares de pessoas de municípios vizinhos como Anchieta, Alfredo Chaves e Viana.
 
Um amplo e moderno hospital de alta e média complexidade que irá oferecer os mais diversos serviços em saúde pública, atendendo com qualidade as necessidades da população.
 
O projeto do Hospital Maternidade Cidade Saúde contempla 03 pavimentos e 01 heliponto na cobertura sendo a área total de construção de 8.678,72 4m². Terá administração direta e tem como proposta oferecer 143 leitos, sendo 100 leitos de internação, 40 leitos UTI assim distribuídos 04 leitos de UTIN, 04 leitos de UcinCO, 02 leitos de UcinCA,10 leitos de UTI pediátrica, 20 leitos de UTI adulto.
 
Vale lembrar que o Município, por ter como competência pactuada a Atenção Primária (baixa complexidade) não possui gestão de hospitais que são de média e alta complexidade. Assim o hospital deverá seguir parceria público-privada, contrato pelo qual o parceiro privado assume a gestão, oferecendo à administração pública e à comunidade a operação e manutenção”, diz a nota da prefeitura.
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