O primeiro dia de greve dos bancários teve 185 agências paralisadas no Espírito Santo, entre bancos públicos e privados. O movimento teve início na manhã desta terça-feira (30) em todo o país, e segue por tempo indeterminado. Em Guarapari, apenas as agências do Banestes e da Caixa Econômica aderiram à greve.

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Apenas o Banestes e a Caixa Econômica aderiram a greve nesta terça-feira em Guarapari.

Na Grande Vitória, 100% das agências da Caixa aderiram à greve, com 37 unidades fechadas. No Banestes, 41 agências foram paralisadas, um percentual de 73,21% das unidades da região. Já no Banco do Brasil, a adesão foi de 32 agências, o que representa um percentual de 80% do total.

Entre os bancos privados da região metropolitana, foram fechados 7 unidades do Santander, 6 do Bradesco, 7 do Itaú, 2 do HSBC e um do Mercantil do Brasil.

Cidades vizinhas. Nas cidades do interior do Espírito Santo, foram fechadas 32 agências da Caixa, 15 do BB, 4 do Banestes e uma do Banco do Nordeste.

Para Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, a avaliação do primeiro dia de paralisação é positiva. “O número de agências paradas demonstra o grau de indignação da categoria, com grande adesão dos bancários e bancárias. O nosso desafio é ampliar esse quadro. Hoje contamos também com a compreensão e solidariedade dos clientes, que reconheceram a importância da pauta da categoria em busca de melhores condições de trabalho e de atendimento à população”, diz Carlão, que representa o Espírito Santo e a Intersindical no Comando Nacional dos Bancários/ES.

Reivindicações dos bancários

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Os bancários querem aumento.

Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros.

Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.

Última greve. Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.