Um dos mais bonitos e procurados pontos turísticos do município de Itapemirim, a Ilha dos Franceses fica localizada a 3,5 quilômetros da praia de Itaoca. Além de todas as belezas naturais que possui, a ilha também tem muita história para contar.

Em 1555, durante a invasão dos franceses no litoral de Itapemirim, a ilha, que relativamente está localizada próxima ao Rio de Janeiro, palco também de diversas invasões europeias, acabou servindo de base de apoio para os invasores, uma vez que, possuía água potável e facilitava a permanência, inclusive de índios. Devido a essa invasão recebeu o seu nome atual: Ilha dos Franceses ou do Francês, como encontrado em algumas citações.

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Além de todas as belezas naturais que possui, a ilha também tem muita história para contar. Foto: PMI

A partir do século XIX, com o avanço da navegação no Brasil, fomentada pelo crescimento das exportações de café, as rotas que vinham do norte do Império em direção ao Rio de Janeiro, ou vice-versa, passavam necessariamente pela costa capixaba. Em função disso, o Governo Provincial, sob a presidência de Marcelino de Assis Tostes, inaugurou na Ilha dos Franceses um farol batizado de Santa Eugênia, em primeiro de janeiro de 1883, cuja obra ficou na responsabilidade de Simão Rodrigues Soares, na ápoca dono do Trapiche da Barra de Itapemirim.

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Ilha acabou servindo de base de apoio para os invasores franceses. Foto: PMI

“O local ainda resguarda, inclusive, algumas balas de canhão, que já se encontram fundidas às pedras e que, certamente, devem remeter à época das invasões francesas”, disse o historiador do município, Luciano Retore.

Levando então em consideração a data da invasão francesa, 1555, este ano, além de 200 anos de emancipação política, Itapemirim vai comemorar também os 460 anos de um fato histórico que deu nome a um de seus maiores orgulhos: a Ilha dos Franceses!

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Ilha é procurada principalmente pelo seu mar de águas cristalinas. Foto: PMI

Procurada principalmente pelo seu mar de águas cristalinas, paraíso dos mergulhadores, os passeios acontecem com mais frequência durante o verão, quando escunas e outros barcos oferecem o serviço, a partir das praias de Itaoca e Itaipava. A Ilha é monitorada pela Marinha e, portanto, atualmente não se pode desembarcar lá. As escunas param e os visitantes aproveitam para curtir a parte mais abrigada do vento, mais ao sul da ilha, onde as águas, além de mais claras, são mais mansas.

Ao contornar a ilha de barco, vale um clique especial do Buraco do Judeu, uma fenda nas pedras, cuja lenda diz que tem conexão com o continente, pouco provável, claro, e onde supostamente existe algum tipo de riqueza. História, beleza e mistério. Certamente são ingredientes de um passeio imperdível.

Fonte dos dados históricos: professor Luciano Retore Moreno
Mais informações: Secretaria Municipal de Turismo: (28) 3529-6230