Os jovens Peter Douglas Martins, de 27 anos, Carolaine Rocha Manhães, de 20 anos, e Iasmim Gomes Borges, de 19 anos, foram presos quando tentavam vender produtos roubados em uma loja de moda praia e fitness, localizada na avenida Beira Mar, na Praia do Morro, nesta terça-feira (22). As peças eram uma loja do mesmo dono, localizada em Marataízes, que foi arrombada e furtada na noite desta segunda-feira (21) e foram reconhecidas pela vendedora.

Yasmim Gomes Borges, Carolaine Rocha Manhães e Peter Douglas Martins foram detidos com as roupas roubadas, mas negam participação no furto da loja de Marataízes. Foto: Rafaela Patrício

A funcionária, que preferiu não ser identificada, relatou que uma das detidas entrou na loja e ofereceu as peças e quando ela viu a sacola com os produtos percebeu que eram as mesmas furtadas da filial de Marataízes. “Só tinha uma menina dentro da loja e os outros dois estavam dentro do carro esperando. Ela falou que vendia toda a mercadoria por R$ 50,00 porque precisava pagar um aluguel. Eu perguntei se tinha nota fiscal e ela disse que não porque era fabricação própria”.

Segundo ela, foram furtadas 288 peças da loja de Marataízes totalizando um prejuízo de R$ 20 mil.  A vendedora explicou ainda que o patrão comprou sete lojas e que a de Guarapari ainda está com a placa do antigo estabelecimento que funcionava no local, por isso, os detidos não imaginavam que a loja era da mesma rede. “Eles tiveram azar. Acho que eles vieram vendendo desde o começo da praia porque estavam com pouca mercadoria. Foi achado pouca coisa dentro do carro além do que ela estava me vendendo. Espero que meu patrão consiga recuperar a mercadoria. Isso é o que ele mais quer porque levou um prejuízo e tanto”.

Carolaine negou ter conhecimento que as peças eram roubadas. “Nós não sabíamos. Simplesmente, ele comprou para revender com um conhecido e chamou a gente para trabalhar revendendo. A gente foi direto lá na loja e depois a gente iria em outra para vender”.

Peças apreendidas com os detidos. Foto: Rafaela Patrício

Peter também disse que não sabia que as peças eram furtadas. “O Jhonny me entregou por volta das 15h, na rotatória do bairro Kubistcheck. Não sabia que era roubado. Ele passou para eu vender e falou que iria me dar R$ 20,00. Ele falou que tinha pegado na loja da mãe dele, que ela tinha liberado para ele vender”.

De acordo com o tenente Rafael, da Polícia Militar, todos têm passagem. “Todos têm passagem, inclusive, uma menina tem mandado de busca e apreensão em aberto por associação criminosa. Eles têm um vasto histórico criminal e teriam cometido essa prática. Agora a ocorrência fica a cargo da Polícia Civil que vai tentar associar os dois crimes a eles para identificar se eles também ajudaram a praticar o roubo em Marataízes”.

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