Os comércios do Centro de Guarapari foram vítimas de um arrastão, na madrugada do último domingo (18). Pelo menos duas lojas foram arrombadas e furtadas e a suspeita dos comerciantes é que os crimes tenham sido cometidos pelos mesmo criminosos. Após o prejuízo, uma delas vai encerrar suas atividades.

A loja Dora Ju teve 80% das mercadorias levadas pelos ladrões e agora vai encerrar suas atividades. Foto: Rafaela Patrício

Uma das lojas atacadas foi a Dora Ju, localizada na rua Simplício Rodrigues, que foi criada há 3 anos e está neste endereço há 6 meses e até então nunca havia sido arrombada. Uma das proprietárias, que prefere não ser identificada, relatou que a ação foi flagrada pelas câmeras de videomonitoramento da região e pelas imagens deu para ver que dois homens realizaram o arrombamento enquanto um Fiat Liena vinho com outros comparsas ficou dando cobertura na rua lateral do prédio da loja.

Ela também contou como foi a dinâmica do crime. “Eles pegaram um alicate grande para quebrar o cadeado e com outra ferramenta quebraram a fechadura. Entraram e ficaram aqui um cinco ou dez minutos e levaram praticamente tudo. Ficaram só algumas peças que ficaram grudadas no cabide ou caíram no caminho. Eles também levaram um notebook. Calculo um prejuízo de mais de R$ 20 mil porque tinham acabado de chegar mais de 100 peças na loja e todas foram embora”.

Segundo a comerciante, 80% das mercadorias foram levadas e os ladrões só escolheram as peças femininas. A lojista acredita que o crime tenha sido cometido por gente de fora e que as roupas serão vendidas em outra cidade já que muitas peças são personalizadas e únicas. “Fico toda noite me perguntando porque escolheram nossa loja porque nossa roupa não é sport wear ou de marca. Nosso estilo é muito despojado e mais rock roll. Tínhamos muitas camisas e vestidos de banda de rock. Então não é uma roupa visada ou fácil de ser distribuída. Muitas peças também foram desenvolvidas por nós então se eu ver elas em Guarapari, vou saber que eram nossas”.

Na porta da loja um cartaz informa o motivo do encerramento das atividades. Foto: Rafaela Patrício

Após o prejuízo, a loja vai encerrar suas atividades no local e vai vender o pouco que sobrou pela internet. “A gente vai fechar em definitivo e as roupas que sobraram temos um Instagram da loja em que vamos passar elas abaixo do preço de custo. Decidimos fechar porque é um misto de decepção, tristeza, ânimo que não temos mais e a insegurança porque a gente não sabe se a gente repor tudo, isso vai acontecer de novo”.

Outro crime. Na mesma noite a loja de uma operadora de celular, localizada na rua Paulo Aguiar, foi vítima do mesmo crime. A gerente Luciana da Penha contou que a forma como os criminosos agiram foi a igual à da loja de roupas e que a ação também foi flagrada por câmeras. “Eles quebraram as duas vitrines, cortaram os dois cadeados com um alicate e usaram uma chave de fenda para força a fechadura. Depois levaram cinco celulares e alguns acessórios”.

Segundo ela, um comerciante vizinho presenciou o assalto e deu características dos criminosos. “Tinham dois homens negros e altos dentro do carro e dois dentro da loja. Pela câmera deu para ver que era um carro sedam e escuro e eles iam e vinham vigiando”.

Segundo a gerente da loja de celulares, os criminosos quebraram as vitrines e levaram cinco aparelhos causando um prejuízo de R$ 5 mil só de telefone. Fotos: Whatsapp

A gerente calcula que o prejuízo com os telefones foi de R$ 5 mil, porém, ainda teve gastos com o conserto das vitrines e da fechadura e ainda vai perder uma bonificação da operadora de cerca de R$ 20 mil, já que com o arrombamento não tem mais todos os aparelhos e padrões exigidos para receber a premiação.

Luciana relatou ainda que os criminosos também tentaram arrombar a porta da farmácia vizinha a loja, mas não conseguiram. Ela revelou que o crime desmotiva o trabalho no comércio.  “A sensação é derrota. A gente se vê em uma luta diária porque para manter um comércio aberto hoje o aluguel, a manutenção e os funcionários são caros. Às vezes a gente luta para pagar os custos da loja porque tem meses fracos. Aí acontecesse isso e temos uma sensação de desgostos e desânimo”, lamenta a gerente.

As duas comerciantes já registraram as ocorrências. Quem tiver alguma informação que ajude a polícia a chegar ao criminosos pode entrar em contato com o Ciodes (190) ou o Disque-Denúncia (181). 

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