Há mais de dois meses a dona de casa Regiane Campos da Silva, de 30 anos, vive a expectativa pela chegada de um medicamento essencial no tratamento do seu filho Manassés da Silva de Oliveira, de 4 anos, que é autista.

Regiane e o filho Manassés sofrem com a falta do medicamento.

O remédio é o antipsicótico Respiridona 1mg, que ela retirava na farmácia do Centro de Especialidades, no Itapebussu, mas está em falta. “Meu filho toma esse medicamento há pouco mais de um ano e sempre peguei lá, mas agora não tem. Já fui lá várias vezes e eles falam só que não tem previsão de chegada”, disse a mãe preocupada.

Segundo Regiane, o medicamento é para tratar a ansiedade, ajuda na concentração e contém a agitação. Ela relatou que o menino não pode ficar sem o remédio porque pode se machucar. “Ele fica agitado demais, grita, bate nos outros e também bate a própria cabeça no chão. Não para um minuto”.

Ela disse ainda que o remédio dura apenas 20 dias, custa R$ 40,00 e ter que comprá-lo duas vezes ao mês fica pesado para a família. “Para ele não ficar sem o remédio tenho que pegar a receita de 20 em 20 dias na Pestalozzi e me virar para comprar o remédio. Fica complicado porque às vezes a gente não tem esse dinheiro. Tenho mais dois filhos e só meu marido trabalha porque tenho que tomar conta deles. Esse dinheiro faz falta porque poderia ser usado para comprar o leite ou algo mais para ele”.

Ela disse ainda que o remédio dura apenas 20 dias, custa R$ 40,00

A mãe afirmou ainda que assim como ela, existem várias outras mães na cidade que estão sofrendo sem saber quando vão conseguir medicar os seus filhos. “Tem várias mães na mesma situação que eu. Esse mês consegui quatro vidros do remédio com outra mãe que mora em Olaria. Mas estamos todas preocupadas”.

O Portal 27 procurou a prefeitura para saber porque o medicamento está em falta e se existe previsão de quando ele estará disponível e foi informado que

“A gestão passada havia aditado os contratos – originados das atas de registro de preço vigentes à época – entretanto, apenas ao que diz respeito a sua vigência contratual, sem considerar a falta de saldo para a maioria dos medicamentos/insumos, mesmo informando à equipe de transição que a nova gestão assumiria sem falta de medicamentos, motivo pelo qual não houve tempo para planejar-se quanto a aquisição dos medicamentos/insumos dispensados em âmbito municipal, visto que a tramitação de um processo licitatório demanda tempo mínimo de 04 (quatro) meses.

Foi observado pela administração recém assumida, em Janeiro/2017 a necessidade de uma compra emergencial para sanar a demanda imediata da falta eminente de medicamentos/insumos, o que foi sanado no primeiro momento por aquisição direta através do processo administrativo nº 00723/01/2017.

Concomitante a abertura do processo emergencial, foi solicitado a abertura de certame licitatório para nova contratação de atas de registro para aquisição de medicamentos para atender aos munícipes dentro das competências estabelecidas em âmbito municipal através da REMUME (Relação Municipal de Medicamentos Essenciais) através do processo administrativo nº 03179/02/2017, que na presente data encontra-se na Comissão Permanente de Licitação (COPEL) para licitação.

A compra emergencial de medicamentos de alto custo, presente na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais – REMUME, já chegou ao município e está sendo distribuída. 

O processo licitatório foi finalizado na última quarta-feira (14) e encontra-se em fase de assinatura de contrato por parte dos fornecedores, para que a entrega dos medicamentos seja iniciada nas próximas semanas”.

Deixe seu comentário