A chamada “Máfia dos Anabolizantes”, presa nesta quinta-feira na Grande Vitória e Colatina, conforme foi divulgado pelo site Gazetaonline, também tinha atuação em Guarapari. Segundo a polícia, o grupo movimentava mais de R$ 1 milhão por mês com o comércio ilegal de anabolizantes.
Ao todo, oito pessoas foram presas – entre elas uma nutricionista, um farmacêutico, preparadores físicos e empresários. As detenções ocorreram mediante cumprimento de mandado de prisão temporária de 30 dias, expedido pela Justiça, na quinta-feira (09).

A operação, denominada “Efeito Colateral”, foi realizada pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc), com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão. Os peritos criminais da Polícia Civil também participaram, a pedido do Nuroc, das apreensões aos medicamentos ilegais. Entre os presos, estão o preparador físico Fábio Norte de Jesus, o Fabão, 39 anos, e a esposa dele, a nutricionista Andrea Bisi Alves de Jesus, 42.
Guarapari. Outro nicho de comerciantes ilegais de esteroides desfeito foi o do empresário Paulo Henrick de Alvarenga Rodrigues, o PH, e o pai dele Sidney Rodrigues, 55. Pai e filho são donos de três lojas de suplementos alimentares em Guarapari, Cariacica e Colatina.
Um dos comparsas deles, o farmacêutico Márcio Mendes Mello, o Branco, 41, também foi preso. Na farmácia dele, em Vila Velha, foram recolhidos medicamentos sem receita, de acordo com a polícia.
Pai e filho também eram distribuidores de anabolizantes vindos de Colatina, vendidos pelo empresário Kamillo de Lellis Ribeiro, 47, fornecedor em comum com o casal fitness Andrea e Fabio Norte.
Segundo o delegado Alexandre Falcão, por terem um custo alto, os medicamentos ilegais eram comprados por pessoas de alto poder aquisitivo. “Os consumidores desses produtos são atletas, frequentadores de academias, pessoas vaidosas ao ponto de quererem a qualquer custo esculpir o corpo com anabolizantes adquiridos de forma ilegal. Não é qualquer indivíduo que pode usar esses produtos, é preciso de orientação médica. A venda irrestrita, sem prescrição médica, é considerado crime de tráfico”, explicou o delegado ao gazetaonline.

Também foram apreendidos anabolizantes de uso veterinário – na casa de Paulo Henrick – e de marcas estrangeiras que não possuíam nota de origem. Segundo a Polícia Civil, a nutricionista sugeria o uso de anabolizantes para os pacientes e indicava o marido dela, o preparador físico Fábio Norte, como representante para a venda do produto. “Os clientes compravam o anabolizante com Fábio, que possuia três fornecedores”, detalhou o delegado do Nuroc, Alexandre Falcão. Na casa deles, foram recolhidos cerca de R$ 5 mil e alguns anabolizantes.
De acordo com as investigações, Fábio possuía pelo menos três fornecedores. Um deles era o professor de educação física Márcio Flávio Vago, o Toroba. Outro fornecedor era o empresário mineiro Rafael Manoel Matos Silva, o Rafão, de 35 anos, e o representante comercial Chester Ramalho Martins, 34 anos. Chester era cliente da nutricionista e atuava como atravessador de anabolizantes do empresário de Colatina Kamillo de Lellis Robeiro, 47, que também forneceia para o outro núcleo de vendedores ilegais das drogas na Grande Vitória.

Negaram. Segundo a Polícia Civil, em depoimento, os detidos negaram qualquer tipo de envolvimento com o comércio de anabolizantes. Os conselhos das respectivas profissões também foram comunicados pelo Nuroc acerca das detenções.
2007. Ainda segundo o gazetaonline, em 2007, o casal de fisiculturistas foi preso numa operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal e do Grupo Especial de Trabalho Investigativo, do Ministério Público. Na ocasião, ‘Fabão’ foi abordado na BR 101, em Guarapari, e com ele foi encontrado 1,5 quilo de skank, maconha produzida em laboratório com concentração sete vezes maior do que a maconha comum.
Fábio voltava do Rio de Janeiro, onde foi buscar a droga para distribuir no Espírito Santo. A esposa dele, Andrea Bisi, foi presa em casa por porte ilegal de armas. Na residência do casal, foram apreendidos centenas de anabolizantes, um revólver calibre 22, uma escopeta calibre 12, munição para as duas armas e vários cheques.
O delegado Alexandre Falcão afirmou que as investigações não terminaram. “Há mais envolvidos a serem identificados e presos. Não vamos parar por aqui”, enfatizou o delegado.
A polícia busca identificar, inclusive, médicos que seriam responsáveis por fornecer receitas para traficantes de anabolizantes sem nunca sequer terem visto os pacientes.
Com informações do Gazetaonline.











