Não é novidade que a crise financeira ainda abala o comércio capixaba. Guarapari não está fora deste cenário. Terça-feira, a população viu, mais uma vez, uma das maiores rede de varejo da cidade fechar as portas. Depois do Centro, foi a vez da filial de Muquiçaba.

O grupo Dadalto já chegou a ter três lojas no município, incluindo a D&D, e hoje não tem mais nenhuma. Mas a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarapari acredita que o momento é de um leve otimismo em relação ao ano passado e que o comércio começa a se recuperar.

Última loja do grupo Dadalto fechou as portas essa semana.

“Primeiro, é importante explicar que essa loja é um caso isolado. Ela já vem sofrendo um processo de falimento desde 2007/2008. Há alguns anos fez um movimento na tentativa de se reerguer com a abertura de novas lojas no interior, mas não deu certo. Hoje, ela ficou apenas com três lojas no estado: na Av. Vitória, em Laranjeiras e Campo Grande”, explicou o superintendente da CDL, Aguinaldo Ferreira Júnior.

A empresa deixou um comunicado na porta da loja.

Quanto às demais empresas, ele destaca que há empresas abrindo e fechando – o que é comum do sistema capitalista. No entanto, embora a sensação seja de que não está melhorando – os números mostram o contrário. “De acordo com os dados que cruzamos entre SPC e Receita Federal, tivemos um aumento na abertura de CNPJ de 11,8%. Já os fechamentos foi pouco mais de 5%”.

Os índices de vendas também voltaram a crescer. Embora de forma tímida, já representa uma melhora que ficou entre 5 a 7%. “Os setores que estão seguindo essa tendência são os relacionados a veículos, como autopeças. Já as áreas mais afetadas são as de confecções, tanto moda masculina, feminina como infantil por conta da alta concorrência. Com exceção das roupas de bebês. Este nicho está um pouco acima”, destaca Aguinaldo.

Para o presidente do Sindilojas, Carlos Hoffmann, o grande problema é a alta carga tributária em cima dos comerciantes. Em contrapartida, as vendas ainda continuam em baixa se comparar com 2015. “Nem nas datas especiais estamos conseguindo atingir a meta. Antes, os presentes no Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, ultrapassava os R$ 150. Agora, se resume a uma lembrancinha de R$ 50, no máximo”.

O Portal 27 entrou em contato com a assessoria da rede, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno. Por telefone, a empresa informou que os clientes com crediário podem resolver suas pendências em uma agência da Da Casa Financeira. 

 

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