Manifestantes, que atearam fogo em pneus bloqueando a Avenida Jones do Santos Neves, na entrada de São Gabriel, no início da tarde deste domingo (15), liberaram a pista por volta de 14h30. De acordo com um dos líderes do protesto, Robson Cleison Souza da Silva, a comunidade pede para o caso seja analisado para saber se houve excesso da polícia.

Os bombeiros apagaram o fogo e fizeram a limpeza da pista, que foi liberada e já segue o fluxo normal de carros. Foto: Wilcler Carvalho.

“Queremos uma revisão do caso, onde seja apurado o que de fato aconteceu, se houve excesso por parte da polícia, porque tem muita história que não está batendo, e a gente não vai concordar com isso, a gente quer a justiça”, diz Robson.

Que fala. “Não estamos aqui para protestar contra vagabundo. Não é disso que se trata, se trata das mães que perderam seus filhos, e a dor de uma mãe é a dor de uma mãe, independente do caminho que o filho toma”, afirma.

Os manifestantes atearam fogo em pneus e bloquearam a pista por cerca de 2 horas. Foto: Wilcler Carvalho

Quando perguntado se os jovens tinham envolvimento com o tráfico, o líder do movimento  respondeu que “Essa parte cabe as autoridades investigarem. Se eu falar que não conheço eu ia estar mentindo, agora o que eles faziam da vida deles é escolha de cada um”, comenta.

A manifestação resultou em acordo com a polícia. “Foi fechado um acordo com o tenente e vamos até o batalhão. Formamos uma comissão com 4 pessoas, o presidente do bairro São Gabriel mais três pessoas da família, vamos nos reunir com o coronel e alguém da prefeitura”, afirmou Robson.

A PM esteve no local garantindo a segurança do protesto, que permaneceu pacífico. Foto: Wilcler Carvalho.

A equipe do Portal 27 também conversou com o comandante da equipe que da PM que estava na manifestação, Tenente Danta, e ele fala que a orientação aos manifestantes é que procurem o comando do 10º Batalhão para registrar sua insatisfação.

“De acordo com o que eles estão reivindicando, querem conversar com o comandando da unidade a cerca do que aconteceu. O caminho é esse, hoje não se resolve nada, então se eles tem interesse, a partir de manhã, como qualquer pessoa, podem procurar o batalhão, protocolar um pedido de reunião e agendar esse encontro com nosso comandante”, explicou o Tenente.

Que comenta ainda. “Não é nunca o nosso intuito que as ocorrências tenham esse desfecho, mas nós precisamos dar a resposta na devida proporção. Agora quanto a questão se houve excesso ou não só com o decorrer do processo”, afirmou o Tenente Dantas.

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