Um vídeo gravado pela médica Raissa Soares no dia 30 de maio tem dado o que falar na internet. Formada há 25 anos pela UFMG, a especialista afirma já ter participado dos protocolos da Dengue, da H1N1 e agora está na linha de frente ao COVID-19, em Porto Seguro, na Bahia.

Médica de Porto Seguro confia na eficácia dos medicamentos para reduzir a fase viral da doença

No vídeo, a médica faz um apelo aos seus colegas de profissão, para que reflitam sobre a necessidade de reduzir a carga viral do COVID-19 no período de 5 a 7 dias, na tentativa de não ter complicações na fase inflamatória. “COVID-19 é uma doença que ninguém tem experiência, nós estamos aprendendo com nossos vizinhos”, afirmou a médica.

Raissa trabalha em hospitais e Unidades de Saúde de sua cidade e afirma que os hospitais de referência estão lotados e a grande maioria desses pacientes que evoluíram para um quadro de problemas respiratórios já havia buscado atendimento prévio e tomado Paracetamol, Dipirona e Loratadina, o que não impediu as complicações da doença.

“Atendi nessa semana 15 pacientes com síndrome gripal, coriza, dor de garganta, tosse, diarréia, dor abdominal”, afirmou a médica, ressaltando que as famílias desses pacientes também estavam doentes, sem sentir olfato nem paladar. Ao fazer essa análise, Raissa afirma que em um período de pandemia, um paciente com esse quadro pode ter COVID-19.

Protocolos. A médica é categórica ao aconselhar seus colegas de profissão que não busquem evidências, que confiem nos protocolos já autorizados pelo Ministério da Saúde e por muitos estados e prefeituras, como é o caso de Porto Seguro. “Não busque evidência nesse momento, nós estamos em guerra, nesta guerra, nós que somos médicos do povo precisamos ajuda-los a não adoecer, não complicar”.

Raissa tem receitado a seus pacientes Azitromicina com Ivermectina, ou Azitromicina com Nitazoxanida e orienta aos que podem que tomem vitamina D, vitamina C e Zinco. A Hidroxicloroquina ambulatorial também faz parte das prescrições da médica. Segundo ela, vários idosos de um asilo adoeceram, ela foi até o local, medicou os velhinhos e nenhum deles apresentou o quadro grave da doença. “Se reduzirmos fase viral, reduzimos a forma pulmonar. Nós precisamos agir, aja, prescreva”, finalizou.