O Ministério Público Federal (MPF) acionou à Justiça Federal e entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. De acordo com o MPF, as ações de Pazuello à frente do Ministério da Saúde prejudicaram o combate à pandemia de Covid-19 no país.

Segundo o documento protocolado, a gestão do ex-ministro foi “imoral e antiética”. De acordo com o G1, nesta quinta-feira (8), a TV Globo teve acesso à íntegra do documento, que lista os erros “dolosos” (cometidos intencionalmente) e “graves” de Pazuello.
“no que concerne aos fatos articulados na presente ação, há, no mínimo, negligência grave do ex- ministro na ausência de adoção de providências imprescindíveis para a contenção da pandemia”, diz parte do documento assinado por oito procuradores.
Eles podem que Pazuello devolva R$ 122 milhões aos cofres públicos, relativos ao prejuízo que, segundo o MPF, a gestão dele causou. Caberá à Justiça decidir se tornará Pazuello réu. Segundo os procuradores, as ações para justificar a improbidade administrativa são:
* omissão injustificada na aquisição de vacinas para imunizar a população ainda em 2020;
* adoção ilegal – e indevida – do chamado “tratamento precoce” como principal ação de política pública contra a pandemia;
*omissão na ampliação de testes para a população e na distribuição de milhares de kits de testes PCR, a ponto de perderem a sua validade;
*ação deliberada para dificultar o acesso da sociedade às informações essenciais sobre a pandemia.











