A batalha judicial entre o vereador Enis Gordin (PEN) e o presidente do seu partido, José Raimundo Dantas (PEN), teve mais um round a favor de Enis. Dantas que é suplente de Gordin, pediu a cassação do vereador para assumir o seu lugar, porque entendia que Gordin recebeu uma doação ilegal de um taxista para a campanha.

Após apresentada a defesa de Gordin, a Justiça Eleitoral julgou a questão da doação e entendeu que ela foi regular, aprovando as contas do vereador por unanimidade. O Promotor de Justiça já havia se manifestado pelo arquivamento da ação aberta por Dantas.  A juíza eleitoral também havia indeferido a entrada do partido Solidariedade, no processo em favor de Dantas.

A juíza determinou a extinção da Ação por ter sido ajuizada fora do prazo. Vencidas essas batalhas a próxima enfrentada por Gordin pode se dar no Tribunal Regional Eleitoral se Dantas recorrer, caso contrário a Ação será arquivada.

O vereador Enis Gordin disse estar muito feliz com a vitória. “Quero agradecer a Deus, ao meu advogado e a minha família que sofreram junto comigo nesses seis meses. Estou muito feliz com a vitória. Quanto ao meu partido, não quero nem ouvir falar do PEN ou de seu presidente”.

O advogado de Enis Gordin, Ricardo Rios, disse que nunca deixou de confiar na justiça eleitoral. “Eu acredito na justiça e em nenhum momento deixei de acreditar. Meu cliente não cometeu nenhum ato ilícito que pudesse levar a cassação do diploma, por isso o resultado foi o esperado”.

Recurso. Procurado para se manifestar Dantas afirmou que já recorreu da decisão. “Eu já impetrei um recurso. Nós entendemos que a juíza teve uma má interpretação. Ele pode comemorar, é um direito dele. Agora se ele tivesse cumprido tudo o que foi combinado com o partido, não estaríamos nessa situação. Foi uma falta de palavra. Ele que veio me procurar para entrar no partido. Eu não vou me vangloriar, vou continuar atrás dos meus direitos, pois eu confio na justiça”, disse Dantas.

Atualizado as 19h10  

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