A frase acima é de um funcionário da prefeitura. Passados quase dois meses de mandato, a administração de Orly Gomes (DEM), ainda luta para definir um estilo de gestão. As dúvidas que ficam são: seria uma gestão comprometida em deixar as contas acertadas, mas sem grandes obras, como fez Antonico Gottardo (PHS)?

Ou uma gestão voltada para grandes empreendimentos – principalmente asfaltamentos – como fez Edson Magalhães? Até o momento não vimos nenhuma das duas opções e as dúvidas são muitas.

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Orly estaria preocupado com a situação da prefeitura.

 

Dilemas. Mas não é sobre isso que quero falar. Circulam nos bastidores políticos muitas informações. Algumas delas não merecem crédito, mas outras são pura pólvora. Para começar, uma das informações é de que o prefeito Orly Gomes (DEM), teria se assustado ao tomar posse no dia 06 de março com o que viu no executivo.

De acordo com essas informações, Orly teve conhecimento que a situação econômica da cidade não seria das melhores, isso teria deixado o prefeito extremamente preocupado com o tamanho do “pepino” que herdou de Edson.

Interino. Os dois meses do vereador Wanderley Astori (PDT), como prefeito interino a frente do executivo, apesar de ter sido bem visto pela população, não teria deixado um saldo positivo.

Edson está livre de um processo.
Edson teria deixado a PMG com problemas financeiros.

Tanto Edson, quanto Wanderlei, teriam deixado prazos de projetos importantes serem perdidos. Esses erros estariam gerando perdas de verbas para setores cruciais do executivo.

A equipe de Orly estaria tendo que se desdobrar para tentar resgatar os prazos destes projetos, para evitar o pior. Com seu estilo discreto, Orly faz tudo isso sem culpar as administrações de Edson ou de Wanderlei. Ele assumiu o presente de grego sozinho.

Câmara. Outro problema enfrentado por Orly viria da Câmara Municipal. Ele não teria a maioria dos vereadores, contaria com apenas cinco parlamentares.  Dez vereadores estariam na oposição.

Dificuldade de entendimentos com a Câmara.
Dificuldade de entendimentos com a Câmara.

Aliás, a situação Câmara x executivo merece um capítulo a parte. A guerra fria entre esses dois poderes está cada dia mais acirrada. Se Edson enfrentou e domou 11 vereadores no passado, Orly parece não ter a mesma habilidade. Ainda mais com 15 cabeças, sendo que pelos menos 10 já disseram que agora “o buraco é mais embaixo”, politicamente falando.

Um antigo político da cidade, muito experiente em articulação e com anos de anos de bastidores políticos, disse outro dia, que Orly tem que abrir o olho o mais rápido possível. Pois ele estaria deixando o jogo correr solto, sem dar a devida atenção a Câmara.

Base reclama. Aliás, um vereador, que é da base de apoio a Orly fez uma reclamação a pessoas próximas. “O vereador foi procurar Orly para que ele atendesse em um projeto importante dentro da comunidade dele, mas o prefeito, sem paciência, mandou o vereador procurar o secretário”, disse a fonte, que presenciou o vereador reclamando.

A fonte ainda fez uma observação. “Orly está dando muita moral aos secretários, isso é preocupante. Foi assim que Antonico dançou”, disse, lembrando do ex-prefeito Antonico Gottardo, que dava muita autonomia aos secretários e terminou o mandato cheio de processos de improbidade e apagado politicamente.

Enfim, as informações são muitas, o barulho é grande, mas o que incomoda mesmo é o silêncio do gabinete.

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