Uma situação no mínimo misteriosa está chamando a atenção de moradores de Meaípe e de uma ONG de proteção aos animais. Nesta semana foi encontrado ossos de cães completamente limpos dentro de um saco de lixo em um terreno baldio do bairro.

Atentos à situação, e seguindo as denúncias dos moradores, representantes da ONG Tô na Rua foram ao local e constataram o fato. E o que é pior: As denúncias dão conta de que uma moradora do bairro estaria abatendo os animais e queimando os restos deles.

Local onde as ossadas de animais foram encontradas. Foto: Divulgação
Local onde as ossadas de animais foram encontradas. Foto: Divulgação

De acordo com Vânia Tiezzi, esta é a segunda vez que a ONG recebe denúncias sobre a situação. “Da outra vez que estivemos no local não conseguimos verificar a veracidade das denúncias, mas na quarta feira (02) encontramos um saco de lixo com ossos de animais. Os moradores da área nos contam que de madrugada escutam gritos dos animais e sentem cheiro de pele queimada, como quando queimam pena de galinha”, relatou.

Com os restos dos animais, a ONG acionou a polícia e a Vigilância Sanitária. A polícia não foi ao local, mas a vigilância sanitária sim. Eles foram autorizados a entrar na casa, mas não encontraram nenhum sinal de que no local estaria ocorrendo abate de cães.

Os ossos estavam em sacolas de lixo. Foto: Divulgação
Os ossos estavam em sacolas de lixo. Foto: Divulgação

A única irregularidade que os fiscais da Vigilância Sanitária encontraram foi a forma de descarte dos excrementos dos cerca de 40 cães que a mulher mantém em casa. Ela coloca em sacos de lixo e joga em um terreno baldio, o que gera mal cheiro e riscos à saúde pública.

Ainda assim, a ONG fez um boletim de ocorrência na delegacia alegando maus tratos aos animais, o que vai ser verificado pela polícia.

Durante a semana chegou a circular boatos de que a mulher estaria matando os cães e vendendo a carne, mas nada ficou comprovado neste sentido.

Procuramos a prefeitura, que se pronunciou sobre o caso. Confira a nota na íntegra:

A Vigilância Sanitária Municipal esteve no local, tendo notificado a proprietária da residência para realizar o descarte correto dos resíduos (excrementos) gerados pelos animais ali residentes, num prazo de 10 (dez) dias. Quanto a ossada e carcaça de animais no entorno, a proprietária não assumiu tal descarte. 

Em vistoria realizada por fiscal sanitário e referência técnica (médico veterinário), não ficou configurado maus tratos ou falta de condições higiênicas satisfatórias para a criação dos animais.

Na ocasião do atendimento à denúncia, não foram encontrados vestígios de abate clandestino de animais na residência.

 

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