Há um ano o servidor público Carlos Renato Magalhães, de 45 anos, se tornou um paratleta. Ele pratica lançamento de dardo, de disco e peso na categoria F 44 e está classificado para os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que será realizado em Maringá, São Paulo, no mês de outubro. Mas, para isso precisa de patrocínio.

Renato conquistou o segundo lugar no lançamento de dardo e de disco no Circuito Loterias Caixa 2028 – Regional Rio/Sul. Foto: Arquivo Pessoal

Acidente. Renato mora em Santa Mônica com a mulher e os três filhos e até agosto de 2016 trabalhava como fiscal da vigilância sanitária, em Guarapari. Mas, durante um plantão teve sua moto atingida por um carro, na Praia do Morro. A perna esquerda teve fratura exposta e Renato passou meses internado até que chegou o momento que precisou amputar parte do membro. “Eu tive uma osteomeolite e não teve jeito. Ou era a perna ou os rins porque o remédio começou a debilitar meus rins e então escolhi perder a perna”.

UFRRJ. Ele cursa administração a distância pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e por isso, vai representar o Rio de Janeiro na competição no JUBs. Ele se classificou em março na fase regional Rio-SUL do Circuito Loterias Caixa, realizada em Porto Alegre, quando ficou em segundo lugar no lançamento de disco e de dardo. Já no início deste mês conquistou o terceiro lugar no arremesso de disco e peso nos Jogos Universitários Paralímpicos.

Todas essas conquistas são resultado de muito esforço em pouco tempo de treinamento. O paratleta entrou para o Clube Capixaba, em Santa Mônica, no final de 2017 como uma maneira de melhorar sua autoestima e acabou se apaixonando pelo esporte. “O esporte faz maravilhas  com a gente. Qualquer resultado melhor você já começa a se empolgar e querer treinar mais. Além da minha família, foi uma das coisas que auxiliou bastante na minha evolução”.

Medalhas que Renato conquistou no Circuito Loterias Caixa 2018 e nos Jogos Universitários Paralímpicos. Fotos: Arquivo Pessoal

O paratleta está afastado do serviço e mantém a família com o auxílio doença enquanto aguarda a liberação da prótese. Por isso, não tem condições de participar da competição sem patrocínio. “Na última competição tive que bancar do meu bolso o translado, mas para Maringá é mais longe e mais caro. O patrocínio iria me ajudar nisso e no equipamento porque eu e o pessoal do Clube Capixaba treinamos na praia e há uma diferença muito grande de lançar o dardo na praia e depois no campo. Sem contar o equipamento que vai quebrando. Outro dia mesmo lancei ele na areia e quebrou. Agora só tenho um”, explicou Renato.

A amiga Renato, Lúcia Helena Simões, é vizinha dele há muitos anos e acompanhou toda a dificuldade que ele e a família passaram no período em que ele se acidentou. Ela fez questão de reforçar o pedido de patrocínio para o paratleta. ” A gente sempre vê o Renato na praia treinando e percebe que é com muita dificuldade. Ele precisa muito da ajuda de um patrocinador que reconheça o esforço que ele está fazendo e o ajude a conquistar os objetivos dele”.

Quem quiser patrocinar o Renato ou colaborar de alguma forma pode entrar em contato com ele pelo telefone (27) 99505-5869.

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