Após um crime bárbaro na noite de sexta (17), a polícia civil de Guarapari agiu rápido e prendeu na manhã de hoje (19), um homem e uma mulher, que são acusados de espancar e matar o aposentado, Sady Baiense Vailante,  de 73 anos, na região de Meaípe em Guarapari.

Sady
Sady tinha 73 anos e era muito querido em Meaípe. Foto: Arquivo pessoal.

Foram presos Ben Hur Braz do Nascimento, 21 anos, Alice Patrocínio Monteiro, 20 anos e outro homem, R.L.S, de 47 anos, que estava próximo ao casal, mas que alega ser inocente. Um quarto homem, Irmão de Ben Hur, também acusado de participação no crime está foragido.

O crime. O idoso foi torturado até a morte dentro da própria casa em um sítio na região de Meaípe; após Ben Hur, seu irmão e Alice, anunciarem o assalto e renderem o idoso. Ele foi espancado e amarrado. Ouvido por nossa reportagem Ben Hur confessou ter batido no idoso, mas negou ter matado. “Nós só batemos nele com socos e chutes, mas deixamos ele vivo”, explicou, dizendo ainda que a mulher e seu irmão também bateram na vítima.

Acusados
Alice Patrocínio Monteiro e Ben Hur Braz do Nascimento são acusados de matar o idoso. Foto: Wilcler Lopes

Loteria. A família desconfia que um boato poderia ser a causa deste crime bárbaro. Cerca de 15 dias atrás, uma informação começou a correr a região de Meaípe,  de que um prêmio da loteria teria saído para um morador da localidade. “Algumas pessoas especulavam que poderia ser ele o ganhador, pois ele gostava de jogar”, disse outro morador.

Parentes desconfiam que os criminosos estavam atrás desse suposto dinheiro.  “A casa dele foi toda revirada e quebrada. Um horror”, disse um parente. Perguntado se estavam procurando o dinheiro, Ben Hur confirmou que sim. “Todo mundo falava disso. Por isso resolvemos ir lá”, disse ele, afirmando ainda que está arrependido. “Eu estava na igreja, estava tudo certo”, falou emocionado.

Os acusados não encontraram o tal prêmio, mas depois do crime, roubaram roupas, dinheiro, uma espingarda, objetos de valor e algumas joias do idoso, que ainda estão sendo contabilizadas pela polícia.

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Os objetos roubados estão sendo contabilizados pela polícia. Foto: Wilcler Lopes

A prisão. Os policiais civis, Jorge Figueiredo e Amintas, que estavam na investigação do caso, já tinham as características dos suspeitos e estavam fazendo diligencias pela cidade. Ao avistarem os acusados no bairro Ipiranga, cheios de bolsas e sacolas, por pouco não perdem os criminosos de vista. “Eles estavam no ponto de ônibus, prontos para ir para a Serra. Lá eles pretendiam vender os objetos de valor que foram roubados e muito provavelmente não solucionaríamos este caso”, disse Jorge.

Velório. O enterro de Sady será no cemitério Parque Paraíso as 16 horas de hoje.  Devido à violência do espancamento, a família afirma que o velório está acontecendo  em caixão fechado.

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