A Polícia Civil apresentou à Justiça, a conclusão do inquérito sobre o caso do vereador mineiro, Rubens Gonçalves de Brito (PSDB), de 34 anos, que acabou preso após pousar um helicóptero no meio da praia de Bacutia no dia 27 de janeiro.

Segundo o documento, o vereador conhecido como Bim da Ambulância será indiciado por expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia e também por colocar a vida ou a saúde de alguém em perigo direto e iminente.

O documento ressalva que Rubens não possuía qualquer motivo que justificasse o pouso no meio da praia.

“Rubens Gonçalves de Brito não relatou estar com nenhuma pane na aeronave ou outro motivo plausível para a realização de um pouso em local cheio de pessoas e sem as mínimas condições de segurança para a aeronave, seus tripulantes, os banhistas e os bens de terceiros. Situação esta que denota que o pouso foi realizado naquele local por mero capricho e vaidade do piloto, sem se importar com as possíveis e graves consequências de seus atos”.

Ainda de acordo com o inquérito, a banhista que chamou a polícia afirmou em depoimento que “a praia estava lotada de pessoas e estas tiveram que sair de onde estavam para que o helicóptero pousasse”.

Já o vereador disse que esteve na praia pela manhã e que decidiu buscar os familiares e um amigo de helicóptero na praia e que no momento do pouso “visualizou um campo aberto na praia para poder realizar o pouso”. Mas a declaração das testemunhas e as imagens da aeronave mostram que as pessoas realmente tiveram que sair do local onde estavam para o helicóptero pousar.

O documento cita ainda o parecer número 22 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) que determinou a interdição da aeronave e a suspensão do piloto.

A assessoria do vereador informou que teve acesso à conclusão do inquérito através da imprensa e que o parlamentar ainda não foi notificado oficialmente, mas que a postura do vereador é de tranquilidade, já que o juiz considerou a prisão ilegal.

“Nós tivemos acessos a imagens e documentos de que ele poderia pousar naquele local sem oferecer risco. Assim que o vereador for notificado oficialmente, apresentará os documentos necessários para embasar sua defesa”,

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