Nesta quinta-feira (1º) agentes da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) prendeu Adenis Pereira de Souza, de 38 anos, e Felipe Marques Fernandes, de 26, e apreendeu dois adolescentes, de 16 e 17 anos. Eles são acusados de terem dado 22 facadas e uma pedrada na cabeça de uma jovem de 23 anos, no último dia 17, no bairro Perocão.

Os dois maiores e um menor foram localizados em suas residências, no mesmo bairro onde o crime aconteceu e o segundo menor estava em sua casa, no Portal Clube. Segundo o delegado titular da DCCV, Tarik Souk, a jovem e os quatro acusados estavam usando cocaína no local do crime e mantiveram relação sexual com seu consentimento. Porém, houve uma discussão porquê da divisão da droga, que em determinado momento ficou escassa, e então ela foi esfaqueada e levou a pedrada na cabeça. A polícia ainda investiga se a jovem realmente foi estuprada. “Um deles revelou que mesmo após a facada também praticou o sexo”, disse o delegado.
Tarik disse ainda que mesmo antes dessa discussão, o crime já havia sido premeditado. “Eles haviam premeditado este homicídio porquê dois deles já foram para o local com a jovem portando faca. O Felipe teve uma discussão anterior com a vítima e essa discussão gerou um desentendimento. Então ele já foi ao local portando uma faca objetivando executá-la”.
Apesar da prisão dos dois maiores e apreensão dos menores, a investigação ainda não terminou. “Os dois maiores estão presos temporariamente por 30 dias. As investigações continuam porquê restam provas periciais e testemunhais para serem produzidas. Os adolescentes responderão pela ação socioeducativa presos e os maiores responderam pelo inquérito policial presos também”, disse Tarik.

De acordo com o delegado, todos têm envolvimento com o tráfico, mas não tinham condenação e apenas um deles nega ter participação no crime. Felipe e Adenis vão ser autuados por tentativa de homicídio qualificado; roubo, já que o telefone da vítima também foi levado, e estupro qualificado. Já os menores, por ato infracional análogo aos mesmos crimes. Todos os crimes somados podem condenar os maiores a mais de 50 anos de prisão.
Cirurgias. O delegado relatou que até a semana passada quando o médico do Departamento Médico Legal (DML) esteve no hospital para realizar os exames para comprovar o estupro, a vítima já havia passado por sete cirurgias e estava com o osso de um dos braços quebrados. Ela já está há 12 dias em coma.










