Centro Comercial das Fábricas, localizado em Meaípe, foi interditado pela Prefeitura na última quarta-feira, dia 18 de janeiro. Foto: Rafaela Patrício

No final da tarde da última quarta-feira, dia 18 de janeiro, uma equipe da Secretaria Municipal de Fiscalização interditou o Centro Comercial das Fábricas de Guarapari, localizado em Meaípe.

Segundo a Prefeitura, o local não tinha licença para funcionar e por isso foi interditado. A iniciativa foi apoiada pelo superintendente da Câmara dos dirigentes Logistas (CDL) Aguinaldo Ferreira Júnior, que afirmou que o local é uma feira que funcionava de forma irregular e prejudicava o comércio da cidade.

“Toda feira que funciona irregular causa um impacto muito grande para o comércio local, principalmente, para o pequeno e médio comerciante. Eles faturam aqui em Guarapari e depois vão embora sem deixar qualquer saldo positivo, nem emprego nem renda, nada positivo. Eles não trabalham o ano todo como todo comerciante trabalha e paga o seu alvará de licença, o alvará de funcionamento dos bombeiros, vigilância sanitária e uma série de exigências que é obrigado a ter eles não querem, não querem fazer parte da formalidade. Então que não participem do comércio”.

Ele disse ainda que “a CDL não é contra a feira de artesanatos, mas quando esses comerciantes passam a vender bolsas, calçados, acessórios, bijuterias, óculos de sol e de grau e uma série de produtos que fazem parte da economia formal nós não apoiamos o funcionamento de forma alguma”.

O superintendente do CDL, Aguinaldo Ferreira Júnior, apóia a interdição do local.

O superintendente do CDL também alertou os consumidores sobre a qualidade dos produtos vendidos nas feiras temporárias. “Os produtos são de qualidade duvidosa e quando você compra em uma loja você pode exigir um cupom fiscal e em caso de defeito do produto você pode trocar. Mas esses produtos comprados em feira, infelizmente, não dão essas opções para o consumidor. Uma outra vantagem do comércio formalizado é a garantia da procedência”.

Aguinaldo também frisou que os recursos recebidos pelos comerciantes das feiras não ficam na cidade. “O consumidor também é um cidadão e de uma forma ou de outra em algum momento o cidadão vai perder porque esse tipo de compra não vai gerar impostos, não gera emprego e o dinheiro que deveria circular aqui em Guarapari vai embora para a mão de uma pessoa que não vai consumir na cidade”.

O proprietário do Centro Comercial das Fábricas, Evaldo Scodeller nega que o comércio seja uma feira temporária. “Meu negócio é o mesmo da Feira da Onda e do Shopping Praia do Morro. Antigamente meu negócio funcionava no local da antiga loja Giacomim e não sei se o prédio foi vendido ou desapropriado, mas não pude trabalhar mais nos dois últimos anos porque não consegui um local para minha empresa. Mas ela é aqui da cidade e transferi para Meaípe e lá não é uma feira é um centro comercial permanente com compromisso de venda direto ao consumidor e aos lojistas e atacadistas”.

Folder do Centro Comercial das Fábricas, que anuncia o negócio como o Brás de Guarapari, uma alusão ao polo comercial de São Paulo.

Em relação a falta de licença para o funcionamento Evaldo afirma que “pedi na prefeitura a alteração minha de endereço. O que gerou toda a polêmica que está acontecendo. Eu tinha essa empresa desde o ano 2000 e estava tudo normal. Eles entenderam que eu estou fazendo uma feira temporária, mas não é um evento temporário é uma atividade permanente”.

Ele afirma ainda que solicitou a alteração de endereço da empresa para o local. “E requeri junto a Prefeitura a alteração do meu endereço e a renovação do meu alvará. Também requeri na Junta Comercial, na Receita Estadual e na Receita Federal a alteração definitiva do meu endereço lá para Meaípe. Aí a prefeitura fez todas as fiscalizações e aprovou tudo, o Corpo de Bombeiros aprovou também, mas a secretária de fiscalização entendeu que eu não vou ficar permanentemente, mas que sou uma feira itinerante.

O empresário afirmou que o local nem chegou a funcionar. “Eu pretendia ter iniciado dia 9 de janeiro, mas não consegui a resposta da Prefeitura porque me pediram a licença dos Bombeiros. Quando os Bombeiros aprovaram eu entreguei para eles e no meu entendimento já estava tudo legalizado. Aí eles me interditaram para não funcionar. Eu ia abrir, mas eles me interditaram. Eu estava me preparando para abrir quando eles me interditaram”.

Evaldo encaminhou ao Portal 27 uma série de documentos necessário para o funcionamento do estabelecimento, entre eles estão documentos da Junta Comercial, um protocólo de um requerimento do alvará de funcionamento e o alvará do Corpo de Bombeiros e disse ainda que está buscando a liberação para abrir a feira. “Eu estou correndo atrás e pretendo abrir neste final de semana, se o judiciário assim entender”, finalizou .

Protocolo de requerimento do alvará de funcionamento enviado pelo proprietário do Centro Comercial das Fábricas. Foto enviada pelo whatsapp.
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