Nesta quarta-feira, dia 01 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guarapari divulgou dados da análise de balneabilidade das praias da cidade. O exame mostrou que 5 dos 13 pontos analisados foram considerados impróprios para banho.

A análise foi feita nas praias de Setiba, Santa Mônica, Prainha de Muquiçaba,  Praia das Virtudes, Namorados, Castanheiras, Areia Preta, Peracanga, Bacutia, Meaípe e Praia do Morro, nesta última foram analisados 3 pontos no início, meio e final da praia.

De acordo com a análise, as praias das Castanheiras, Peracanga e  do Morro não estão próprias para banho. Na praia do Morro os pontos analisados e reprovados foram em frente ao Edifício Maison Classic, ao quiosque número 9  e ao Edifício Varandas de Guarapari. Já na Praia de Peracanga o ponto impróprio é em frente ao Edifício Monteiro Lobato e na Praia das Castanheiras próximo ao Siribeira Iate Club. As demais praias analisadas foram aprovadas.

Praia da Bacutia foi aprovada na análise de balneabilidade.

A secretária de Meio Ambiente, Tereza Cristina, explicou que o estudo foi feito  com base na resolução número 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) do ano 2000, que determina que todos os balneários têm que fazer essas análises.

A secretária explicou ainda que a análise da balneabilidade é realizada para medir a qualidade das águas em relação ao índice de coliformes fecais, que são bactérias presentes nas fezes humanas e de animais. Segundo ela, antes era feita pela a Agência de Recursos Hídricos do Estado do Espírito Santo (AGERH), mas ela passou a atribuição para o município e a gestão anterior não cumpriu essa determinação. “AGERH passou essa atribuição para o município fazer, mas ele não fez o dever de casa. A administração passada não fez e nós estamos sem essas análises desde março de 2016”.

Os três pontos analisados na Praia do Morro não foram aprovados.

“São 13 pontos determinados pela AGERH que vem lá de Meaípe, Bacutia, Peracanga, as praias do Centro e Praia do Morro. Dos 13 pontos, 8 estão próprios, ou seja, estão abaixo do limite de 800 Número Mais Provável (NPM) de coliformes fecais por cada 100 ml de água”, esclareceu a secretária.

O gerente de controle ambiental da secretaria de meio ambiente Breno Simões explicou como é feita a análise. “Essa análise é feita através de um teste microbiológico que vai determinar a concentração e a quantificação desses grupos de microrganismos no curso d’água, ou seja, nas praias. Então a legislação determina a quantidade e nessa análise quando der o teste de positivo, próprio para banho, é porque o índice de contagem desses microrganismos deu menor do que o que é permitido pela legislação”.

Ele disse ainda que “às vezes pode dar impróprio porque teve alguma alteração dos ventos, da maré e todas essas alterações climáticas e ambientais naturais da natureza vão determinar essa variação. Por exemplo, onde dá impróprio hoje se fizermos uma análise daqui a cinco dias, pode dar própria porquê da variação ambiental do próprio recurso hídrico, que no nosso caso é o mar”.

A secretária afirmou que vai continuar fazendo as análises e que a população pode continuar frequentando as praias. “Na verdade, vamos manter essa periodicidade das análises, estamos buscando parcerias porque não é barato para o município e é uma exigência. Mas as pessoas têm que estar atentas porque nós não estamos inviabilizando nada. O banho de mar pode ser tomado. A água que está ali está com os níveis de coliformes fecais acima do que é recomendado. A pessoa pode mergulhar, só não pode ingerir para não ter problemas de intestino como diarreia”.

A secretária de Meio Ambiente Tereza Cristina afirmou que vai continuar realizando as análises nas praias da cidade.

Ela também afirmou que a presença de animais e a emissão de esgoto nas praias podem causar o problema. “Temos leis que proíbem permanência de animais na praia, mas esse não é o único problema. Muitas mães trocam a fralda das crianças na praia e deixa aquilo ali. Se ninguém recolhe aquele lixo, daqui a pouco está na areia e se chover, vai para o mar e causa tudo isso. A questão do esgotamento sanitário emitido para a água do mar também causa o problema porque nós não temos 100 por cento do nosso esgoto. Estamos tentando chegar a essa questão da qualidade de 100 por cento de esgoto tratado, que é uma meta do governo de Edson Magalhães”.

A secretária também garantiu que vai realizar ações de conscientização ambiental para tentar resolver o problema. “Estamos fazendo já algumas ações com relação a educação ambiental. Fizemos uma ação na Praia do Morro junto com a Associação de Moradores distribuindo sacolas para as pessoas na praia. São pequenas ações que se cada um cuidar do seu lixo na praia, vai ajudar. Temos um departamento aqui dentro que cuida da educação ambiental e queremos intensificar as ações com este fim”.

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