Em uma tentativa desesperada de receber o pagamento de horas extras realizadas ao longo de cinco meses, o servidor público, William Sena Ferraz, de 32 anos, se acorrentou na porta da Prefeitura de Anchieta durante quatro horas, na manhã desta quinta-feira (01).

Ele é agente veterinário efetivo do município há nove anos e ressaltou  que a atitude  foi uma iniciativa própria e sem fins políticos. William explicou que na gestão passada foi feito um acordo entre a prefeitura e os servidores para que as horas extras fossem pagas em folga. Porém, a atual gestão determinou que as horas extras realizadas nos finais de semana e feriados deveriam ser pagas em dinheiro, o que não aconteceu.

Pelos cálculos de William, a prefeitura estaria lhe devendo aproximadamente de R$ 2 mil referente ao pagamento das horas extras realizadas entre agosto e dezembro. Foto: Whatsapp

“Faz seis anos que a prefeitura não nos dá o reajuste salarial. Temos duas progressões de plano de carreira atrasadas e estamos com o 13º sendo pago de forma incorreta. Para agravar mais a situação, fiz horas extras e não estão pagando somente a mim. Fiz o processo pedindo o pagamento em setembro, outubro e janeiro e foram sempre as mesmas respostas, sem pagamento em data nenhuma. Já que eles estavam pagando alguns setores da prefeitura e para o meu setor e a mim não”, afirmou o servidor público.

Segundo os cálculos de William, a prefeitura estaria lhe devendo aproximadamente de R$ 2 mil referente ao pagamento das horas extras realizadas entre agosto e dezembro. Ele relatou que sua esposa está doente e esta quantia está fazendo falta. “Tem a volta as aulas e não tenho dinheiro para comprar material escolar para minha filha. Minha esposa está com varizes pélvicas e vai chegar o momento em que vai ter que operar para tirar o útero. Estamos desde dezembro lutando para marcar a cirurgia e por tudo isso fomos procurando e fazendo as coisas sem chegar ao extremo. Mas como não fui ouvido, me expus para ver se a coisa acontece”.

Negociação. William relatou que por volta das 11h foi chamado para uma reunião com o prefeito Fabrício Petri. “A princípio ele tentou ganhar um pouco de tempo. Mas consegui mostrar para ele que minha situação não era de agora, já havia cinco meses. Então precisava de uma resposta o mais rápido possível. Aí ele me deu o prazo de até quarta-feira para acertar essas horas extras de agosto para cá”, afirmou William.

Nota Oficial. A administração municipal divulgou uma nota sobre o caso. “A Prefeitura de Anchieta vem a público esclarecer que na manhã desta quinta-feira (01/02) um funcionário do setor de Zoonoses acorrentou-se à porta de entrada do prédio administrativo, alegando  não estar recebendo horas extras  que, segundo ele, foram realizadas em finais de semana trabalhados, e não foram pagas.

A prefeitura esclarece que existem quatro funcionários no setor de Zoonoses. E esses funcionários pactuaram junto à gerência, a qual são subordinados, que usariam um banco de horas para reposição de eventuais finais de semanas trabalhados.

Ocorre que o funcionário em questão  entrou com processo junto à Prefeitura objetivando receber em dinheiro  as supostas horas trabalhadas.  Após analise por parte do corpo jurídico da Secretaria de Saúde, houve o INDEFERIMENTO do pleito.

Entretanto, a pedido do prefeito, haverá uma nova análise do processo em questão, visando averiguar a existência de algum fato novo para a legalidade do pagamento.  Após nova manifestação da Procuradoria, baseado na legalidade com a qual esta gestão sempre primou,   será determinado ou não pagamento em questão”, finaliza a nota.  

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