Na última quinta-feira (13), a Câmara Municipal de Guarapari, por 11 votos favoráveis, afastou o vereador Dito Xaréu (SDD), para que pudesse ser feita uma investigação sobre os supostos pedidos de propina que constavam em áudios vazados por meio do aplicativo WhatsApp.

“esses áudios não são meus”. Em sua defesa o vereador negou que os áudios fossem dele. “Mais uma vez eu continuo falando para vocês que esses áudios não são meus”, disse logo no começo do seu discurso. Ainda de acordo com Dito. “É uma ação criminosa, repugnante, colocando-me como corrupto, sugerindo que eu teria pedido a empresários do município para aprovação de projeto de lei”, falou.

“Mais uma vez eu continuo falando para vocês que esses áudios não são meus”, disse Dito

“jamais proferi tais frases”. Lendo parte de sua defesa, o vereador alegou que ainda não foi intimado pelo Ministério Público ou qualquer outro órgão de investigação. “Não tenho conhecimentos destes áudios mencionados em alguns meios de comunicação, bem como jamais proferi tais frases, acreditando com todas as forças que os mesmos são montagens maliciosas”, disse.

Emocionado, o vereador citou Deus em alguns momentos e disse que estava com problemas de saúde. Disse ainda que confiava que os colegas não votassem a favor do afastamento dele. “Eu queria que cada um de vocês colocassem Deus no coração”, falou.

Advogado. Também usou a tribuna, o advogado Marcus Bittencourt, que defende o vereador Dito.  Segundo o advogado, em diversos momentos ele questionou o vereador Dito sobre os áudios, se ele teria realmente falado aquelas palavras. No que o vereador teria negado. “Nós precisamos dos originais dessas gravações, até mesmo para provar autenticidade. Porque eu tenho um vereador me garantindo que jamais disse isso”, afirmou o advogado.

Vazamento. O advogado ainda questionou sobre como ocorreu o vazamento. “Se a voz realmente é dele e foi retirada do celular dele, como isso aconteceu? De que forma isso saiu do celular do vereador?”, comentou.

Lendo parte de sua defesa, o vereador alegou que ainda não foi intimado pelo Ministério Público ou qualquer outro órgão de investigação

Hacker. O advogado lembrou que o vereador já teve uma imagem vazada no ano passado. “resta claro que alguém hackeou o celular dele e dali retirou diversas mensagens”, disse. “Houve sim uma clonagem de aplicativo. Isso é fato. Cabe a polícia e ao Ministério Público investigar e descobrir quem fez isso. A partir desta subtração, montagens foram feitas. Se vocês observarem os áudios, a todo mundo há um repique nas mensagens. Por isso precisamos dos originais para uma perícia”, disse.

Armação. A defesa continuou fazendo explanações pedindo mais provas, afirmando que os áudios foram obtidos de forma ilegal e que são montagens. A defesa também alegou que a Câmara não tem os meios hábeis para fazer a investigação que deveria aguardar o Ministério Público. “Fomos vítimas de uma armação”, disse o advogado pedindo a suspensão do processo de afastamento.

Dito voltou ao plenário para poder continuar a sua defesa. Ele falou sobre o seu trabalho na Câmara e sua história de vida. “Entrego a minha carreira política na mão de vocês”, disse na parte final.

Votação. Após a defesa do vereador, a votação foi aberta. Foram 11 votos favoráveis e 4 abstenções.Dito foi afastado por 90 dias, que podem ser prorrogados por mais 90. Votaram pelo afastamento os vereadores: Paulina Aleixo Pina (PP), Fernanda Mazzelli (PSD), Clebinho Brambati (PTB), Zé Preto (Podemos), Gilmar Pinheiro (PSDB), Zazá Denizart (PSDB), Dr. Rogério Zanon (PSB), Marcos Grijó (PDT), Oziel de Sousa (PSC), Thiago Paterlini (PMDB), Lenon Monjardim  (Podemos). 

As abstenções foram de Rosângela Loyola (PDT), Kamilla Rocha (DEM), Wendel Lima (PTB) e Sandro Bigossi (PDT).

Deixe seu comentário